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Brasília Gilmar Mendes, do STF, classifica como atentado ataque a jornalista

Gilmar Mendes, do STF, classifica como atentado ataque a jornalista

Gabriel Luiz, da TV Globo, foi esfaqueado ao menos dez vezes por dois homens nesta quinta-feira (15) em área nobre de Brasília

  • Brasília | Plínio Aguiar e Bruna Lima, do R7, em Brasília

Gabriel Luiz, 28 anos, foi esfaqueado em Brasília

Gabriel Luiz, 28 anos, foi esfaqueado em Brasília

Reprodução/redes sociais - 15.04.2022

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), classificou de atentado o ataque ao jornalista Gabriel Luiz, da Rede Globo. O profissional foi esfaqueado na noite desta quinta-feira (14) quando voltava para casa, no Sudoeste, área nobre de Brasília. Até o início da tarde desta sexta-feira, ele estava internado no Hospital de Base, onde passou por cirurgias. Seu estado de saúde é grave, mas estável.

"Recebo com indignação a notícia do atentado — ainda inexplicado — contra o jornalista Gabriel Luiz. Gabriel vocaliza as reivindicações de comunidades do DF, fazendo jornalismo investigativo profundo e sério. Desejo pleno restabelecimento ao profissional", escreveu Mendes nas redes sociais.

Gilmar Mendes se posiciona sobre o caso no Twitter

Gilmar Mendes se posiciona sobre o caso no Twitter

Reprodução

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), também usou as redes sociais para comentar o ataque e disse que espera que os responsáveis sejam punidos. "Minha solidariedade ao repórter da TV Globo Gabriel Luiz, de 28 anos, esfaqueado na noite passada, em Brasília. Na torcida pela sua pronta recuperação. Espero que o crime seja investigado com rigor e que os responsáveis sejam punidos", disse.

Entenda o caso

O jornalista da TV Globo Gabriel Luiz, de 28 anos, foi esfaqueado na noite desta quinta-feira (14). O crime aconteceu por volta das 23h15. Câmeras de segurança registraram dois homens o seguindo quando ele atravessava um estacionamento (veja vídeo abaixo). Os criminosos o atacaram na perna esquerda, no abdômen, no tórax e no pescoço. Um dos vídeos mostra o jornalista correndo já sangrando para pedir ajuda.

O Corpo de Bombeiros foi acionado às 23h30. Gabriel Luiz estava sentado sob a marquise de um prédio tentando estancar o sangramento das feridas. Ele foi levado consciente ao hospital, apesar da gravidade dos ferimentos. Nesta manhã, o estado de saúde dele ainda era considerado grave.

Os criminosos não levaram a carteira do repórter, e o celular dele foi encontrado perto do local. A faca usada no crime foi recolhida e será periciada. A 3ª Delegacia de Polícia (Cruzeiro) investiga o caso e apura a tentativa de latrocínio. Gabriel Luiz costumava fazer matérias de denúncias.

A Rede Globo publicou uma nota de pesar sobre o episódio. Pelas redes sociais, multiplicam-se mensagens de apoio ao repórter e desejos de recuperação. Amigos, colegas de profissão e políticos manifestaram solidariedade ao repórter.

O crime também foi descrito como atentado pelo senador Humberto Costa (PT-PE), que, como presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado, informou que os membros estão "acompanhando a apuração para saber as motivações".

Ao comentar o caso e desejar uma boa recuperação a Gabriel, a pré-candidata à Presidência pelo MDB, a senadora Simone Tebet (MS), contextualizou que “o jornalismo brasileiro sofre forte repressão nos últimos tempos”, motivo pelo qual se faz necessária uma investigação mais profunda. “Os jornalistas são fundamentais para a democracia e na luta por um Brasil melhor.”

Líder do Podemos, o senador Álvaro Dias (PR) também lamentou o ocorrido e prestou solidariedade ao repórter. Já o senador Ângelo Coronel (PSD-BA) repudiou o ocorrido e cobrou apurações. “Qualquer ato de violência como esse deve ser investigado, e os envolvidos, devidamente punidos.”

Na esfera local, o deputado distrital Chico Vigilante (PT) desejou uma recuperação rápida e lamentou o ocorrido. "Gabriel é uma pessoa que merece viver, para continuar mostrando a realidade dura e crua do Distrito Federal." O distrital também frisou a necessidade de uma investigação profunda, definindo o episódio como "um ataque à imprensa livre no Brasil". 

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