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Governistas querem recorrer ao Supremo após derrubada de veto de Lula ao PL da Dosimetria

Análise do veto no Congresso terminou com votos de 318 deputados e 49 senadores favoráveis à rejeição da decisão do presidente

Brasília|Yumi Kuwano, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Parlamentares da base governista planejam recorrer ao Supremo após derrubada de veto presidencial ao PL da dosimetria.
  • A derrubada do veto teve apoio de 318 deputados e 49 senadores no Congresso Nacional.
  • O projeto de lei pode beneficiar condenados pelo 8 de Janeiro, incluindo Jair Bolsonaro, que recebeu uma pena de 27 anos.
  • Líderes do governo afirmam que crimes contra o Estado Democrático de Direito não devem ter redução de penas ou anistia.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Para aliados de Lula, texto garante impunidade e abre espaço para novas tentativas de golpe Saulo Cruz/Agência Senado - 30.04.2026

Os parlamentares da base governista planejam recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) contra o projeto de lei da Dosimetria, que teve o veto presidencial parcialmente derrubado nesta quinta-feira (30). A derrubada contou com apoio de 318 deputados e 49 senadores em sessão no Congresso Nacional.

A judicialização, porém, só pode ocorrer após a promulgação do texto pelo Congresso, quando a nova legislação passará a ter validade formal.

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O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) disse que o texto garante impunidade para quem atacou a democracia e abre espaço para novas tentativas de golpe de Estado.

“Vamos judicializar essa matéria no STF. Uma lei abstrata e geral não pode nascer com desvio de finalidade para beneficiar pessoas determinadas, reduzir a proteção penal do Estado Democrático de Direito e violar a separação de Poderes para interferir na dosimetria da pena feita pelo Poder Judiciário”, escreveu o parlamentar.

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O PL da dosimetria prevê a redução de penas de condenados pelo 8 de Janeiro e pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, sentenciado a 27 anos pela trama golpista.

O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), disse que nenhuma hipótese é descartada. “Trata-se de crimes ao Estado Democrático de Direito e claramente são insuscetíveis de redução de penas, de anistia ou de indulto conforme a Constituição”, sustentou.

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Já o líder do PT, Pedro Uczai (SC), afirmou que o partido vai avaliar o melhor momento para uma retaliação jurídica. A ideia é chegar a uma conclusão até esta sexta (1º). “Se tiver sustentação, até amanhã a gente anuncia a judicialização”, antecipou o líder.

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