‘Governo perdeu porque não se articulou corretamente’, diz presidente da CPMI do INSS
Carlos Viana ainda afirmou que vai tentar conversar com Alcolumbre sobre prorrogação da comissão
Brasília|Yumi Kuwano, do R7, em Brasília
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O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), voltou a afirmar nesta segunda-feira (2) que a votação que aprovou o requerimento de quebra de sigilo fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi correta.
“Não, não houve nenhum erro na votação. Está muito claro que nós seguimos o regimento durante todo o tempo. Eu contei sete [parlamentares contra a quebra do sigilo] duas vezes e reafirmo que estavam sete parlamentares em pé”, disse Viana a jornalistas.
O senador relatou que, depois, apareceram outros parlamentares — que estavam sentados ou fora da sala — se dizendo contra a aprovação do requerimento, e que com essas pessoas seriam 14 votos contrários à aprovação do requerimento, o que ainda não seria suficiente para derrubar a pauta.
“O governo perdeu porque não se articulou corretamente, mais uma vez, e se apega nessa questão de que a contagem foi indevida, foi incorreta. Eu reafirmo que não. As imagens iniciais são muito claras”, garantiu Viana.
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Viana ainda afirmou que vai tentar conversar com o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), em reunião de líderes nesta terça (3) sobre a prorrogação da CPMI do INSS.
“Nós enviamos na quinta-feira da semana anterior um ofício solicitando dele uma resposta formal. Ainda não recebemos qualquer manifestação. Amanhã, existindo essa reunião de líderes, será um momento muito interessante para que a gente possa colocar as questões todas em ordem”, comentou.
Segundo Viana, um mandado de segurança está pronto, e, caso não haja uma resposta de Alcolumbre, a CPMI vai protocolar o pedido no STF (Supremo Tribunal Federal) até quinta-feira (5).
Depoimentos
Nesta segunda, eram esperados três depoentes na CPMI. No entanto, compareceu apenas a ex-secretária de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, Aline Bárbara Mota de Sá Cabral.
Segundo decisão do ministro do STF André Mendonça, Aline tem direito de permanecer em silêncio nas perguntas que possam implicar risco de autoincriminação.
O presidente da Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social), Rodrigo Ortiz, pediu para remarcar a oitiva para a quinta-feira (5), devido a uma viagem.
O advogado e empresário Cecílio Galvão, alvo de condução coercitiva, foi localizado pela polícia em São Paulo e também deve depor na quinta.
Galvão estava convocado para a reunião do dia 26 de fevereiro, mas alegou compromissos profissionais para justificar a ausência. Após a solicitação de condução coercitiva, pediu a dispensa do depoimento e o cancelamento da medida, o que foi indeferido pela CPMI.
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