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Historiadora da UnB é a primeira mulher negra a assumir a direção do Arquivo Nacional em 185 anos

Doutora em história, jornalista e professora, Ana Flávia Magalhães Pinto é a primeira mulher à frente do órgão em 185 anos

Brasília|Sarah Paes, do R7, em Brasília

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Ana Flávia Magalhães Pinto atualmente é professora do departamento de História na Universidade de Brasília
Ana Flávia Magalhães Pinto atualmente é professora do departamento de História na Universidade de Brasília Webert da Cruz

A historiadora, jornalista e professora universitária da Universidade de Brasília (UnB) Ana Flávia Magalhães Pinto foi escolhida nesta terça-feira (24) como a nova diretora-geral do Arquivo Nacional. É a primeira vez que uma mulher negra assume a função em 185 anos. Ela será anunciada pelo Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos ainda nesta terça (24).

“A importância de uma mulher negra assumir um órgão que é responsável pela preservação dos registros de memória da nação brasileira é muito grande, na medida em que a gente confronta uma tendência de pressupor mulheres negras na condição de absoluta subalternidade", afirmou.


Fundado em 1838, o órgão é responsável pelo acervo da História do Brasil. Subordinado à pasta, é responsável pela gestão, preservação e difusão de documentos da administração pública federal.

“O arquivo nacional tem potencial para servir a população brasileira para além da oferta de certidões, de registro de batismo, de casamento e de reconhecimento de dupla cidadania para descendentes de imigrantes”, explicou.


Perfil

Criada em Planaltina (DF), Ana Flávia é licenciada em História pela Universidade Paulista (Unip), mestre pela UnB e doutora pela Unicamp. Ela também possui graduação em Jornalismo pelo Centro de Ensino Unificado de Brasília (CEUB).

Na UnB, desenvolve pesquisas nas áreas de História, Comunicação, Literatura e Educação, com ênfase em atividades político-culturais de pensadores negros, imprensa negra, abolicionismos e experiências de liberdade e cidadania negras no período escravista e pós-abolição no Brasil. Ela também atua na graduação e em programas de pós-graduação em História e Direitos Humanos.


Com sede no Rio de Janeiro, o Arquivo Nacional também conta com a Superintendência Regional em Brasília e disponibiliza um extenso acervo on-line e a possibilidade de pesquisas presenciais.

Além disso, oferece orientação, assistência técnica e capacitação a servidores de outros órgãos do governo na área de gestão, preservação, processamento técnico, acesso e difusão de documentos, no âmbito do Sistema de Gestão de Documentos de Arquivo (Siga).

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