Indústria alimentícia vai investir R$ 120 bilhões em novas fábricas e pesquisa até 2026
Parte do valor será aplicada em ampliação de planta fabril e o restante vai para pequisa, desenvolvimento e novas tecnologias
Brasília|Do R7

A indústria alimentícia vai investir R$ 120 bilhões para ampliação de fábricas e em pesquisa e desenvolvimento até 2026. O valor será dividido em R$ 75 bilhões para ampliação e construção de fábricas e novas plantas industriais e R$ 45 bilhões em pesquisa, desenvolvimento, inovação e novas tecnologias. Parte dos investimentos já tinham sido anunciados anteriormente — o valor começou a ser aplicado em 2023.
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O anúncio foi feito nesta terça-feira (16) pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, no Palácio do Planalto, depois de reunião do setor com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“O Brasil é o primeiro do mundo, o maior exportador de alimento industrial de todo o mundo”, declarou Alckmin, ao elogiar o investimento e destacar medidas do governo federal, como a depreciação acelerada.
O presidente-executivo da Abia (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos), João Dornellas, afirmou que o valor pode ser superior ao anunciado. “[Começou em] 2023, [os valores] já estão correndo e será até 2026. De fato, pode até ser que a gente fique curto nesse número, porque no primeiro ano esperávamos R$ 30 bilhões e foram 36 bilhões. Mas, para sermos bastante pé no chão, a gente continua apostando nos R$ 120 bilhões”, destacou.
Depreciação acelerada
Lula sancionou, no fim de maio, a lei que instituiu o programa de depreciação acelerada de máquinas e equipamentos novos adquiridos pelas empresas em 2024. A depreciação é uma espécie de antecipação de receitas. A iniciativa prevê que, toda vez que uma firma adquirir um bem de capital, o empresário pode abater o valor na hora de pagar impostos.
Com a proposta, uma das bandeiras de Alckmin, o Executivo pretende incentivar a modernização do parque industrial do país. O projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados em março e pelo Senado em abril. A depreciação acelerada não chega a ser uma isenção tributária, mas, sim, uma antecipação no abatimento — no caso, dos equipamentos comprados neste ano. Esse desconto será feito em duas etapas, metade no primeiro ano e a outra metade no segundo.















