Lula cita boa relação com Trump, mas diz que ‘pessoal que trabalha com ele’ é ‘muito ruim’
Sobre Lulinha, presidente disse que acredita na inocência do filho e do ex-chefe de gabinete, mas voltou a defender investigações
Brasília|Do Estadão Conteúdo

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse que tem boa relação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mas que o “pessoal que trabalha com ele consegue ser muito ruim”. As declarações foram feitas em entrevista gravada para o programa Canal Livre.
“Eu me dou bem com o Trump. Toda vez que eu converso com ele, nós nos damos muito bem. O problema é que o pessoal que trabalha com ele consegue ser muito ruim”, afirmou Lula.
E acrescentou: “Eu digo para ele que o Marco Rubio não gosta do Brasil, não gosta da América Latina, ou seja, ele é um antilatino-americano. Mas as conversas que eu tive com o Trump foram todas boas”.
Lulinha
Lula disse acreditar na inocência do seu filho Fábio Luís, conhecido como Lulinha, e do seu ex-chefe de gabinete Marcola, mas defendeu a investigação de ambos. “Eu acho que o Marcola é 100% inocente. Acho que meu filho é inocente. Agora, eles não estão livres da investigação. Eles sabem a verdade”, declarou.
O ex-chefe de gabinete do petista, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, admitiu ter recebido dinheiro da empresária e lobista Roberta Luchsinger, que prestou serviços para o Careca do INSS. Ele alega que foi um empréstimo pessoal.
Já Lulinha é investigado pela Polícia Federal (PF) por suposto tráfico de influência no governo em associação a Luchsinger, de quem é amigo.
Na entrevista, Lula chamou Luchsinger de “picareta” e disse duvidar que seu filho tenha falado diretamente com autoridades do governo. “O fato de uma pilantra como a Roberta estar falando o que ela quer falar... Eu conheço o que é o papel do lobista. Ele fala: ‘Encontrei com o meu amigo, estava com ele no avião, estava com ele no hotel’. Isso não quer dizer nada.”
Sobre Marcola, Lula disse que o assessor “foi de muita lealdade o tempo inteiro” e que trabalhou com ele. Também afirmou que, se Marcola pediu dinheiro para a lobista, foi “porque estava necessitando”.
E acrescentou: “O dado concreto é que ele pagou. Isso não pode ser considerado corrupção.”
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