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Lula conversa com presidente da Colômbia e discute encontro com países afetados pela seca

Governos querem formular resolução comum com Equador e Venezuela para combater a estiagem que atinge a Amazônia

Brasília|Ana Isabel Mansur, do R7, em Brasília

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Lula anunciou investimentos para combater a seca
Lula anunciou investimentos para combater a seca

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone nesta quinta-feira (19) com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro. O principal tópico da ligação foi a seca que atinge a Amazônia. No Amazonas, mais de 450 mil pessoas sofrem com a estiagem, o equivalente a 11% da população do estado. A situação levou o rio Negro, um dos maiores do mundo, a atingir o menor nível da história desde que a medição começou a ser feita, há 121 anos.

Petro propôs uma reunião, ainda sem data, entre Brasil, Colômbia, Equador e Venezuela, também afetados pela seca, para construir um plano de solução comum. Os mandatários também discutiram a situação mundial, inclusive sobre a necessidade de paz no Oriente Médio, em meio ao conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas. A proposta de pausa humanitária na região apresentada pelo Brasil no Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) foi vetada pelos Estados Unidos nesta quarta (18). 

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Os presidentes celebraram ainda o acordo fechado entre Nicolás Maduro, chefe do Executivo da Venezuela, e a oposição do país. Na terça-feira (17), Maduro e os opositores se comprometeram a realizar eleições limpas e livres no ano que vem.

Nesta quinta-feira (19), Lula anunciou pelas redes sociais que vai investir R$ 647 milhões para resolver as consequências da seca no Norte do país. "O governo federal está empenhado em combater os danos da seca no Norte do Brasil. Vamos destinar R$ 647 milhões, que se somam às ações já anunciadas, como a antecipação de Bolsa Família, BPC, fomento rural e seguro aos pequenos pescadores e agricultores", escreveu o presidente.

O Ministério da Saúde autorizou um repasse de R$ 225 milhões aos municípios afetados, para reforçar a assistência básica à população.

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