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Lula diz que alta nos casos de feminicídio reflete aumento das denúncias

Presidente sancionou nesta quarta-feira leis voltadas à proteção das mulheres e ao fortalecimento do combate à violência de gênero

Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lula sancionou leis para proteger mulheres e combater a violência de gênero.
  • O aumento dos registros de feminicídio reflete o crescimento das denúncias e maior confiança nos mecanismos de proteção.
  • Novas leis incluem o uso de tornozeleira eletrônica para agressores e tipificação do homicídio vicário como crime hediondo.
  • Foi criado o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra Mulheres e Meninas Indígenas, celebrado em 5 de setembro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Em cerimônia em Brasília, Lula atribui alta dos registros de feminicídio ao aumento das denúncias Ricardo Stuckert/Campanha - 29.07.2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quarta-feira (29), leis voltadas à proteção das mulheres e ao fortalecimento do combate à violência de gênero. Durante cerimônia no Palácio do Planalto, o petista afirmou que o aumento dos registros de feminicídio reflete o crescimento das denúncias e a maior confiança das vítimas nos mecanismos de proteção.

“Muitas vezes aparecem os números e as pessoas pensam que está crescendo o feminicídio. O que está crescendo é a denúncia que a sociedade está fazendo de casos de feminicídio. Porque, na medida em que as pessoas começam a confiar que existem mecanismos de proteção, que eles estão funcionando e que agora as coisas vão mudar, as pessoas começam a denunciar”, ressaltou.

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Segundo Lula, o aumento das notificações permite ao poder público conhecer melhor a dimensão do problema e ampliar as políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres.

“Vai crescendo o número, a gente vai ficando sabendo de mais coisas e vai criando mais mecanismos de proteção à mulher. Eu não sei quanto tempo a gente vai chegar ao feminicídio zero. Não sei. O que eu sei é que nós demos um passo importante e vamos precisar continuar trabalhando”, afirmou.

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Na sequência, o presidente também defendeu mudanças nas instituições e fez críticas ao funcionamento dos órgãos de controle do Judiciário e do Ministério Público.

“Quando nós criamos o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), eu imaginei que estávamos fazendo uma revolução. A verdade é que fizemos muito pouco, porque ficou uma corporação tomando conta da corporação”, declarou.

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Leis sancionadas

As sanções incluem três novas leis voltadas ao fortalecimento da proteção às mulheres. Uma delas autoriza o uso de tornozeleira eletrônica para agressores como medida protetiva prevista na Lei Maria da Penha, com alerta à vítima e às autoridades em caso de descumprimento.

Outra tipifica o homicídio vicário — quando o agressor mata filhos, familiares ou pessoas próximas para atingir a mulher —, classificando o crime como hediondo e estabelecendo penas mais severas.

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A terceira cria o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, a ser celebrado anualmente em 5 de setembro, com o objetivo de ampliar a conscientização e incentivar políticas de proteção para esse público.

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