Após 1º turno, Bolsa fecha no maior patamar da história, com alta de 7,70%
Investidores ficaram animados com a perspectiva de um novo governo, mas analistas lembram que o segundo turno ainda pode mudar o humor do mercado
2026|Do R7
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O Ibovespa, índice que agrega as principais ações negociadas pela Bolsa de Valores brasileira, fechou nesta segunda-feira (5) aos 206.911,89 pontos, o maior patamar de sua história.
A alta de 7,70% ocorreu no primeiro pregão depois do primeiro turno das eleições, realizado no domingo (4). Durante o dia, o índice chegou a tocar 209.605,70 pontos, também um recorde.
Analistas do mercado atribuem a disparada à reação dos investidores ao resultado das urnas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) vão se enfrentar no segundo turno, marcado para 25 de outubro, sendo que o candidato do PL terminou a primeira etapa à frente do petista, ao contrário do que indicava a maioria das pesquisas.
O dólar acompanhou o movimento da bolsa e caiu 4,12%, fechando perto de R$ 5. É normal que isso aconteça. Quando a bolsa sobe, significa que os investidores estão interessados nos ativos à venda ali. Com isso, investidores estrangeiros, vendem dólar e compram real para aplicar em ações brasileiras, fazendo com que o real ganhe valor frente ao dólar no dia.
Terceira maior alta desde a pandemia
Levantamento da consultoria Elos Ayta mostra que foi a terceira maior alta diária da Bolsa desde janeiro de 2020. Só dois dias tiveram ganhos maiores no período, ambos no início da pandemia de Covid-19. Em 13 de março de 2020, o índice subiu 13,91%, e em 24 de março daquele ano, 9,69%.
A Elos Ayta também comparou o resultado com o recorde anterior da Bolsa em valores reais, ou seja, descontando a inflação. Em 20 de maio de 2008, o Ibovespa atingiu um pico que, corrigido pelo IPCA até agosto de 2026, equivale hoje a 201.262,99 pontos. O fechamento desta segunda superou essa marca, que resistia havia mais de 18 anos.
A correção faz diferença porque a inflação muda o valor do dinheiro ao longo do tempo. Um recorde em pontos nem sempre significa que a Bolsa está mais valorizada do que no passado. Desta vez, o índice superou o topo histórico também quando se leva em conta a perda de poder de compra acumulada desde 2008.
Cautela do mercado
Parte do mercado vê o movimento com cautela. Para Jaqueline Neo, head de operações e câmbio da be.smart, os investidores estão apostando em uma política econômica mais favorável, e uma parcela da alta pode ser devolvida se essa expectativa não se confirmar.
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