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Cleitinho descarta privatizar Cemig e promete diálogo com Lula ou Flávio em governo

Governador eleito de MG defendeu que recursos da companhia sejam usados para subsidiar a conta de energia

2026|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Cleitinho Azevedo, governador eleito de MG, descarta privatizar a Cemig e propõe usar seus recursos para subsidiar a conta de energia.
  • Ele planeja formar um secretariado técnico, aberto a indicações partidárias qualificadas, e considera incluir antigos adversários na gestão.
  • Cleitinho pretende manter iniciativas bem-sucedidas do atual governo e já iniciou conversas com outros candidatos após a eleição.
  • O diálogo com o governo federal é prioridade, independentemente do presidente eleito, para tratar de questões como a dívida de Minas, saúde e infraestrutura.

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Cleitinho foi eleito governador pelo estado de Minas Gerais Agência Senado

Governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos) descartou, nesta segunda-feira (5), que vai privatizar a Cemig e defendeu que recursos da companhia sejam usados para subsidiar a conta de energia da população.

Em entrevista também afirmou que começará nesta semana a discutir a formação do secretariado, abriu espaço para incorporar adversários à próxima gestão e disse que procurará o próximo presidente da República, seja Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL), para tratar de questões do Estado.

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Ao falar sobre o futuro da Cemig, Cleitinho afirmou que a companhia dá lucro e criticou o uso de estatais em negociações políticas. “Por que não pega o dinheiro que sobra da Cemig e vai subsidiar a conta de energia da população, já que ela está ali para servir o Estado? Não tem que pegar uma estatal que dá lucro e fazer barganha com ela. Isso eu não vou fazer”, afirmou. Na sequência, disse que a Cemig é “um patrimônio do Estado e será muito bem cuidada”.

A composição do primeiro escalão do governo começará a ser discutida nesta semana. Cleitinho disse que pretende montar uma equipe técnica, mas afirmou que aceitará indicações partidárias, desde que os nomes tenham qualificação para as respectivas áreas. “Vou ter que conversar com todos os partidos. Desde que tenha currículo, desde que o indicado seja uma pessoa competente eu não vejo problema nenhum. O que eu não vou fazer é barganha com o secretariado, inclusive com as estatais”, disse.

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O governador eleito também sinalizou que antigos adversários poderão participar da próxima gestão. Ao falar de Flávio Roscoe (PL), terceiro colocado na disputa pelo governo, mencionou diretamente a possibilidade de convidá-lo para o secretariado. “A gente tem um alinhamento muito parecido. Eu posso sentar com ele agora e fazer um convite para fazer parte do meu secretariado. O Flávio Roscoe é um cara extremamente competente” afirmou.

Cleitinho também citou a transição com o atual governador, Mateus Simões (PSD), e disse que pretende manter iniciativas da atual administração que considerar bem-sucedidas. “O que for bom do governo, eu dou continuidade. O que eu achar que preciso melhorar, eu tenho que melhorar”, declarou. Segundo ele, mensagens foram enviadas aos demais candidatos após a eleição e as conversas já começaram.

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Cleitinho Azevedo foi eleito governador no primeiro turno com 6.321.590 votos, ou 55,40% dos válidos. Roscoe terminou em terceiro, com 795.193 votos, equivalente a 6,97%.

Na relação com Brasília, o governador eleito colocou o diálogo com a União entre suas prioridades e afirmou que a postura não dependerá do resultado do segundo turno presidencial. “Você não faz política pública sem fazer parceria com o governo federal. Tem muita coisa aqui que é de competência do governo federal”, afirmou. Cleitinho citou a dívida de Minas, além de saúde e estradas, entre os assuntos que pretende discutir com o próximo governo.

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“Que seja o Flávio Bolsonaro, que seja o Lula, minha primeira ação como governador do Estado é ligar para o presidente eleito, para a gente falar sobre Minas Gerais”, disse. “Tem muita coisa aqui que é de competência do governo federal. E a gente vai dialogar e conversar.”

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