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Lula promete carta a Trump para contestar tarifas e diz que Brasil não ficará ‘chorando’

Chefe do Executivo voltou a condenar a decisão dos EUA em taxar os produtos brasileiros e disse que justificativa é errada

Brasília|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lula planeja enviar uma carta a Trump para contestar as tarifas impostas aos produtos brasileiros, alegando que os argumentos são incorretos.
  • O presidente brasileiro garantiu que o país não ficará "chorando" e buscará outros parceiros comerciais.
  • As tarifas dos EUA são justificadas por práticas "desleais" do Brasil em setores como digital, financeiro e ambiental.
  • O governo brasileiro está preocupado com questões de soberania e diferenças legais entre os dois países.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lula disse que Brasil vai procurar outros parceiros PR/Ricardo Stuckert

Ao contestar as tarifas propostas pelos Estados Unidos ao Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (3) que vai mandar outra carta ao líder norte-americano Donald Trump sobre os argumentos usados para tarifar produtos brasileiros, que, segundo o petista, estão errados. Entretanto, Lula garantiu que o Brasil não vai “ficar chorando”, mas, sim, procurar outros parceiros.

“Uma taxação consubstanciada com base em inverdades. Com base em inverdades, porque o déficit que os Estados Unidos dizem que têm com o Brasil, [na verdade] é o Brasil que tem contra ele. Portanto, se alguém tivesse que fazer uma taxação, seria o Brasil contra os Estados Unidos, e não os Estados Unidos contra o Brasil”, disse.


No discurso, feito durante a reunião ministerial, o chefe do Executivo voltou a condenar a decisão dos EUA em taxar os produtos brasileiros sob o argumento de práticas “desleais” nos setores digital, financeiro, ambiental e de propriedade intelectual.

"A gente não vai ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O que tem que saber, o que tem que saber é que o Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano. E, por conta dessa soberania, nós faremos tudo que for necessário. Não cederemos“, argumentou.


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Taxação

Na segunda-feira (1º), os EUA propuseram uma nova tarifa punitiva de 25% sobre diversas importações do Brasil, após concluir que as práticas do país eram desleais em uma série de questões, desde o comércio digital até o desmatamento ilegal.

Em uma nova medida punitiva, a administração de Trump apresentou uma nova sobretaxa de 12,5% a todos os produtos brasileiros por falha no combate ao trabalho forçado.


Medida anunciada após viagem de Flávio aos EUA

A medida ocorre dias depois de o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) falar sobre seu encontro com o presidente Donald Trump, nos Estados Unidos, que anunciaram que passariam a classificar o PCC e CV como organizações terroristas. No último dia 29, o governo americano confirmou oficialmente a designação.

Nas redes sociais, Flávio celebrou a medida ao compartilhar a publicação do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. Na postagem, o senador escreveu “Grande dia”, expressão que ficou marcada durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro.


Houve esforço para evitar a medida por parte do governo brasileiro, que chegou a se reunir com representantes americanos para realizar tratativas sobre o tema. A principal preocupação do Palácio do Planalto envolve questões de soberania nacional e diferenças entre a legislação brasileira e a americana.

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