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Mendonça manda Papuda explicar suposta pressão para ‘Careca do INSS’ fazer delação

Defesa do empresário relatou que policiais penais realizaram questionamentos informais a ele dentro da prisão

Estadão Conteúdo

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O ministro do STF, André Mendonça, ordenou que a Papuda esclareça a abordagem a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
  • A defesa de Antunes relatou que policiais penais questionaram-no informalmente sobre delação premiada, sem a presença de advogados.
  • Antunes está preso preventivamente desde 12 de setembro de 2025, sendo um dos principais alvos da Operação Sem Desconto.
  • Em depoimento à CPMI do INSS, Antunes negou envolvimento no esquema e atribuiu as acusações a um ex-parceiro comercial.

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Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS - 2025 (CPMI - INSS) realiza oitiva de empresário apontado como um dos principais operadores do esquema de desvio de recursos do INSS que deveriam ser pagos a aposentados e pensionistas.

O objetivo da comissão é investigar fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), envolvendo descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas. A CMPI é formada por senadores e deputados, num total de 32 titulares e igual número de suplentes. 

À mesa, empresário Antônio Carlos Camilo Antunes (depoente).

Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Antônio Carlos Camilo Antunes está preso preventivamente desde setembro de 2025 Carlos Moura/Agência Senado - 25.9.2025

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça determinou que o Complexo Penitenciário da Papuda preste esclarecimentos sobre a abordagem feita por policiais penais a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. O despacho foi assinado na segunda-feira (22) e dá o prazo de 48 horas para as explicações e a identificação dos envolvidos.

Em petição encaminhada ao gabinete de Mendonça, a defesa de Antunes relatou que policiais penais realizaram questionamentos informais ao empresário dentro da prisão, sem agendamento e sem os advogados. Entre os temas abordados, estava a possibilidade de o preso firmar acordo de colaboração premiada. Os agentes teriam insistido por uma hora neste tema.


O episódio teria ocorrido na semana passada, quando Antunes foi retirado da cela e levado a uma sala do presídio.

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Antunes está preso preventivamente desde 12 de setembro de 2025. Ele foi um dos principais alvos da Operação Sem Desconto, deflagrada em abril.


Segundo a PF, pessoas e empresas relacionadas ao lobista receberam R$ 48,1 milhões de associações suspeitas de descontos indevidos em benefícios de aposentados, além de R$ 5,4 milhões de empresas ligadas a essas entidades, totalizando R$ 53,5 milhões em desvios.

Em depoimento à CPMI do INSS, o empresário negou participação no esquema. Classificou a prisão como “medida extremamente grave, baseada em premissa absolutamente equivocada” e atribuiu as denúncias a “mentira, inveja e calúnia” de um ex-parceiro comercial.

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