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Mercosul-UE: representantes brasileiros no Parlasul aprovam acordo comercial

Texto agora segue para análise na Câmara dos Deputados e no Senado Federal

Brasília|Lis Cappi, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Membros da Representação Brasileira no Parlasul aprovaram por unanimidade o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.
  • O acordo, após tramitar na Câmara dos Deputados, pode criar uma área de livre comércio e eliminar 95% das tarifas de importação.
  • A proposta é vista como positiva, com previsão de geração de novos empregos e crescimento do PIB brasileiro em 0,46% até 2040.
  • Aprovações nos parlamentos dos países do Mercosul são necessárias para a ratificação do tratado, que está em negociação há mais de 25 anos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Votação teve caráter simbólico e inaugurou a tramitação do relatório no Congresso Nacional Ricardo Stuckert/PR - 16.01.2026

Membros da Representação Brasileira no Parlasul (Parlamento do Mercosul) aprovaram por unanimidade, nesta terça-feira (24), o relatório sobre o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Embora simbólica, a votação singfica o primeiro passo para a tramitação do tratado no Congresso brasileiro.

“Estamos tratando aqui de uma pauta que abre uma imensa janela de oportunidades; esse acordo expressa exatamente uma visão multilateral de mundo”, afirmou o relator Arlindo Chinaglia (PT-SP).

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Ao R7, Chinaglia mencionou que o acordo, além de ampliar as negociações entre os blocos e pôr fim a 95% das tarifas sobre produtos importados pela União Europeia, pode contribuir com novos postos de trabalho no país.

“O acordo abre acesso preferencial a um mercado de 450 milhões de consumidores e a um PIB [Produto Interno Bruto] de mais de US$ 22 trilhões. Isso significa mais exportações, mais investimentos e mais empregos no Brasil”, afirmou.

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Após ser adiada por pedido de vista, a votação na comissão do Parlasul foi concluída e o texto segue para o plenário da Câmara. Se for aprovado, seguirá ao Senado.

Nos bastidores, a previsão é de que o tratado seja aprovado sem dificuldades. O acordo é visto positivamente por parlamentares de diferentes espectros políticos, além de contar com apoio do agronegócio.

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O acordo está em negociação há mais de 25 anos e ainda não encontrou consenso entre os países europeus envolvidos. Tem como proposta a criação de uma área de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, incluindo medidas como redução gradual de tarifas, proteção para setores sensíveis e formação de um mercado integrado.

O que motivou o adiamento?

A votação estava inicialmente prevista para 10 de fevereiro, mas foi postergada a pedido de um parlamentar ligado ao governo.

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Renildo Calheiros (PE), que atuou em 2025 como líder do PCdoB na Câmara, pediu mais tempo para análise do tratado comercial, por considerar que a mudança pode impactar a indústria brasileira.

Ao R7, Calheiros disse defender o acordo, mas considerar que faltam debates para permitir a adaptação de setores afetados. A ideia defendida por ele é de que o adiamento favoreça conversas, mesmo que iniciais, para o ramo industrial.

Entenda o acordo Mercosul-UE

O tratado cria uma das maiores zonas comerciais do mundo e marca um novo capítulo nas relações comerciais entre a América do Sul e a Europa.

Para dar validade ao documento, o Congresso Nacional e os parlamentos de outros países do Mercosul precisam ratificar o texto.

A expectativa é de que quando entre em vigor, o PIB brasileiro cresça 0,46% até 2040, segundo estimativas do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

Principais pontos do acordo

Eliminação de tarifas alfandegárias

  • Redução gradual de tarifas sobre a maior parte dos bens e serviços;
  • Mercosul: zera tarifas sobre 91% dos bens europeus por até 15 anos;
  • União Europeia: elimina tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul.

Ganhos imediatos para a indústria

  • Tarifa zero para diversos produtos industriais, como máquinas e equipamentos.

Acesso ampliado ao mercado europeu

  • Empresas do Mercosul têm preferência;
  • Mais previsibilidade e menos barreiras técnicas.

Compromissos ambientais obrigatórios

  • Produtos beneficiados pelo acordo não podem estar ligados a desmatamento ilegal;
  • Possibilidade de suspensão do tratado comercial em caso de violação do Acordo de Paris.
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