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Ministro se diz contra passaporte da vacina para entrada no Brasil

'A vacina não impede a transmissão da doença, então de que adianta?', disse Anderson Torres, da Justiça

Brasília|Carlos Eduardo Bafutto, do R7, em Brasília

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Anderson Gustavo Torres é delegado da Polícia Federal
Anderson Gustavo Torres é delegado da Polícia Federal

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, disse nesta quinta-feira (25) ser contra a exigência de comprovante de vacinação da Covid-19 para que viajantes de outros países entrem no Brasil. "Não precisa. A vacina não impede a transmissão da doença. Então de que adianta?”, questionou o ministro.

Quando lhe perguntaram se essa é uma posição do presidente Jair Bolsonaro, Torres disparou: "Essa é uma posição do ministro da Justiça". Segundo ele, a decisão sobre o assunto deve sair nos próximos dias. O comentário foi feito após uma solenidade de entrega de equipamentos para as forças de segurança das fronteiras.

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A afirmação do ministro veio depois que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) propôs a adoção de uma espécie de "passaporte da vacinação" para as pessoas que entram no país pela fronteira terrestre, como forma de eximir viajantes de fazer quarentena depois de voos internacionais.

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Notas técnicas da Anvisa

De acordo com a lei 13.979/2020, que dispõe sobre as medidas para enfrentamento do coronavírus, a Anvisa atua como órgão de assessoramento às decisões interministeriais, oferecendo recomendações técnicas e fundamentadas sobre eventuais restrições para ingresso no território brasileiro. As medidas são então definidas conjuntamente pela Casa Civil, pelo Ministério da Saúde, pelo Ministério da Infraestrutura e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, esse último, atualmente, sob o comando de Anderson Torres. 

As notas técnicas da Anvisa sobre o controle nas fronteiras terrestres e por via aérea dizem que "as recomendações da Agência não são no sentido de imposição da obrigatoriedade do certificado da vacina como requisito absoluto para a entrada em território nacional, mas o principal requisito. Se o viajante, por qualquer razão, ainda não estiver vacinado, ele deverá se submeter à quarentena".

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