Para um terço dos brasileiros, combate à corrupção deve ser prioridade do próximo governo
Pesquisa Meio/Ideia também mostra que fim da escala 6x1 é importante para eleitores e decisiva para escolha de candidatos
2026|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Para 33,1% dos brasileiros, “acabar com a corrupção e fazer a lei valer para todos” terá de ser a prioridade do próximo presidente da República, eleito em outubro. O dado faz parte da edição agosto da pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta terça-feira (5).
O levantamento reúne a percepção dos eleitores em relação a temas como economia, política, trabalho e notícias recentes — a exemplo do tarifaço imposto ao Brasil pelos Estados Unidos e das ações do presidente Donald Trump contra o país.

Entre os apoiadores do senador Flávio Bolsonaro (PL), o assunto é prioridade para 50,8% deles, em caso de eventual eleição do parlamentar. E, no caso dos favoráveis à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), essa taxa é de 42,1%.
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Fim da escala 6x1
A pesquisa também consultou os eleitores quanto à jornada de trabalho. Ao responderem se deixariam de votar em um candidato contrário ao fim da escala 6x1 — de seis dias de expediente por um de descanso —, 42,7% afirmaram que sim.
Os que disseram não ter essa restrição foram 26,2%, enquanto 31,1% responderam que estão indecisos em relação ao assunto.
Relações internacionais e ‘fator Trump’
A avaliação sobre a influência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras também foi avaliada na pesquisa. Para 31,5% dos entrevistados, um eventual questionamento de Washington sobre a credibilidade do sistema eleitoral seria prejudicial ao Brasil. Outros 29,8% discordam dessa avaliação, e 14,5% não souberam opinar.
Quanto ao “apadrinhamento” político externo, 38% dos eleitores de Flávio Bolsonaro afirmam que um apoio explícito de Donald Trump poderia fazer aumentar a intenção de voto no candidato. Entre o eleitorado de Lula, porém, esse percentual é de 5,9%.

Debate e planos de governo
Quando questionados sobre os debates eleitorais com candidatos às eleições deste ano, a maioria (62,7%) dos entrevistados afirmou que os políticos devem participar desses eventos.
Além disso, 52,2% disseram que devem ler os planos de governo a serem apresentados pelos presidenciáveis.
Percepções sobre emprego
Os participantes do levantamento responderam, ainda, sobre os indicadores de uma boa condição de trabalho no Brasil. Para 21,3% deles, ter “estabilidade” no emprego é o principal.
Outros 16,5% responderam “ter benefícios além da remuneração, como plano de saúde e vale-alimentação”, e 16,2% consideram “ter autonomia e o próprio negócio”.
Confira os resultados:
- Ter estabilidade no emprego: 21,3%
- Ter benefícios além da remuneração, como plano de saúde e vale-alimentação: 16,5%
- Ter autonomia e trabalhar em seu próprio negócio: 16,2%
- Ter liberdade para definir horários e jornada de trabalho: 13,1%
- Ter férias remuneradas, FGTS, INSS e seguro-desemprego: 12,9%
- Não sabe/Não respondeu: 20%
E, em relação a uma lista de condições de trabalho, os entrevistados consideraram estas as mais importantes:
- Estabilidade no emprego (27,7%)
- Plano de saúde (24,1%)
- Flexibilidade de horários (19,7%)
- Férias e descanso remunerados (18,2%)
- 13º salário (16,9%)
- Ser o próprio chefe (16,3%)
- Não sabe (15,3%)
- Trabalho remoto ou híbrido (15,1%)
- Assistência previdenciária (10,1%)
A eleitoral está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), sob o código BR-04579/2026-BR. O levantamento contou com 1.500 participantes, entre sexta (31) e segunda-feira (3).
A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança, de 95%.
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