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Para um terço dos brasileiros, combate à corrupção deve ser prioridade do próximo governo

Pesquisa Meio/Ideia também mostra que fim da escala 6x1 é importante para eleitores e decisiva para escolha de candidatos

2026|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • 33,1% dos brasileiros consideram o combate à corrupção a prioridade máxima do próximo presidente.
  • 42,7% dos eleitores deixariam de votar em candidatos contrários ao fim da escala 6x1 de trabalho.
  • 31,5% dos entrevistados acreditam que questionamentos dos EUA sobre o sistema eleitoral brasileiro seriam prejudiciais.
  • 62,7% dos entrevistados acham importante que candidatos compareçam aos debates eleitorais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Entre principais prioridades elencadas também estão melhorar serviços básicos e pacificar o país PF/Reprodução – 28.07.2026

Para 33,1% dos brasileiros, “acabar com a corrupção e fazer a lei valer para todos” terá de ser a prioridade do próximo presidente da República, eleito em outubro. O dado faz parte da edição agosto da pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta terça-feira (5).

O levantamento reúne a percepção dos eleitores em relação a temas como economia, política, trabalho e notícias recentes — a exemplo do tarifaço imposto ao Brasil pelos Estados Unidos e das ações do presidente Donald Trump contra o país.


Para 33,1% dos entrevistados, acabar com corrupção deverá ser principal objetivo do governo Luce Costa/Arte R7

Entre os apoiadores do senador Flávio Bolsonaro (PL), o assunto é prioridade para 50,8% deles, em caso de eventual eleição do parlamentar. E, no caso dos favoráveis à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), essa taxa é de 42,1%.

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Fim da escala 6x1

A pesquisa também consultou os eleitores quanto à jornada de trabalho. Ao responderem se deixariam de votar em um candidato contrário ao fim da escala 6x1 — de seis dias de expediente por um de descanso —, 42,7% afirmaram que sim.


Os que disseram não ter essa restrição foram 26,2%, enquanto 31,1% responderam que estão indecisos em relação ao assunto.

Relações internacionais e ‘fator Trump’

A avaliação sobre a influência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras também foi avaliada na pesquisa. Para 31,5% dos entrevistados, um eventual questionamento de Washington sobre a credibilidade do sistema eleitoral seria prejudicial ao Brasil. Outros 29,8% discordam dessa avaliação, e 14,5% não souberam opinar.


Quanto ao “apadrinhamento” político externo, 38% dos eleitores de Flávio Bolsonaro afirmam que um apoio explícito de Donald Trump poderia fazer aumentar a intenção de voto no candidato. Entre o eleitorado de Lula, porém, esse percentual é de 5,9%.

Percepção dos eleitores quanto à afirmação de que apoio de Trump tem influência sobre o voto Luce Costa/Arte R7

Debate e planos de governo

Quando questionados sobre os debates eleitorais com candidatos às eleições deste ano, a maioria (62,7%) dos entrevistados afirmou que os políticos devem participar desses eventos.


Além disso, 52,2% disseram que devem ler os planos de governo a serem apresentados pelos presidenciáveis.

Percepções sobre emprego

Os participantes do levantamento responderam, ainda, sobre os indicadores de uma boa condição de trabalho no Brasil. Para 21,3% deles, ter “estabilidade” no emprego é o principal.

Outros 16,5% responderam “ter benefícios além da remuneração, como plano de saúde e vale-alimentação”, e 16,2% consideram “ter autonomia e o próprio negócio”.

Confira os resultados:

  • Ter estabilidade no emprego: 21,3%
  • Ter benefícios além da remuneração, como plano de saúde e vale-alimentação: 16,5%
  • Ter autonomia e trabalhar em seu próprio negócio: 16,2%
  • Ter liberdade para definir horários e jornada de trabalho: 13,1%
  • Ter férias remuneradas, FGTS, INSS e seguro-desemprego: 12,9%
  • Não sabe/Não respondeu: 20%

E, em relação a uma lista de condições de trabalho, os entrevistados consideraram estas as mais importantes:

  • Estabilidade no emprego (27,7%)
  • Plano de saúde (24,1%)
  • Flexibilidade de horários (19,7%)
  • Férias e descanso remunerados (18,2%)
  • 13º salário (16,9%)
  • Ser o próprio chefe (16,3%)
  • Não sabe (15,3%)
  • Trabalho remoto ou híbrido (15,1%)
  • Assistência previdenciária (10,1%)

A eleitoral está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), sob o código BR-04579/2026-BR. O levantamento contou com 1.500 participantes, entre sexta (31) e segunda-feira (3).

A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança, de 95%.

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