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Moraes compartilhará inquérito do 8 de janeiro com parlamentares, diz presidente da CPMI

Arthur Maia afirmou que o ministro do STF deu um prazo máximo de 45 dias para o encerramento do que está em andamento

Brasília|Camila Costa, do R7, em Brasília

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Presidente da CPMI do 8 de Janeiro, Arthur Maia
Presidente da CPMI do 8 de Janeiro, Arthur Maia

O presidente da CPMI do 8 de Janeiro, deputado Arthur Maia (União-BA), afirmou nesta terça-feira (13) que o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes aceitou compartilhar informações sigilosas do inquérito que investiga os atos antidemocráticos ocorridos em Brasília, em 8 de janeiro. Arthur Maia disse que Moraes deu um prazo máximo de 45 dias para encerrar o que está em andamento e, na sequência, compartilhar todo o conteúdo levantado pelo STF com os parlamentares da comissão.

A crença de que Moraes compartilhará as informações veio após Arthur Maia ter visitado o ministro e pedido essa "ajuda". Para o presidente da CPMI, o inquérito do STF tem informações muito "valiosas". "Assim que fizermos a solicitação dos processos em sigilo, ele [Moraes] autorizará", afirmou.

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"Os que ainda tiverem em diligência, à medida que forem sendo concluídos, ele afirmou que compartilhará. E deu um prazo de 45 dias para finalizar tudo. Houve uma boa vontade do ministro em nos atender, e isso nos ajudará a acelerar o nosso trabalho", acrescentou Arthur Maia.

Informações e oitivas

Na reunião da CPMI desta terça-feira, foram aprovados os primeiros 223 requerimentos com solicitações de informações e de oitivas de testemunhas envolvidas com as ações realizadas em 8 de janeiro. Desses requerimentos, 35 são para ouvir pessoas na condição de testemunhas. 

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Arthur Maia afirmou que ainda avaliará todos esses requerimentos. No entanto, adiantou que acha mais efetivo receber as testemunhas após o compartilhamento das informações pelo STF. "Me parece mais sensato aguardar a convocação das pessoas que foram aprovadas hoje [terça (13)] para ouvi-las já com o material nas mãos", defendeu.

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O presidente terá uma reunião nesta quarta (14) com a relatora da comissão, a senadora Eliziane Gama (PSD-MA), para definir os próximos passos da CPMI e quais nomes poderão ser convocados para a próxima terça (20).

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Mais de 1.200 réus

Até o momento, mais de 1.200 pessoas já se tornaram rés no inquérito que investiga os atos extremistas.

As denúncias fazem parte de vários processos que tramitam no STF. Um deles apura o planejamento e a responsabilidade intelectual das invasões; um segundo investiga os participantes da invasão que não foram presos em flagrante durante os atos extremistas nas sedes dos Três Poderes.

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