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Motorista que atropelou pedestres em parada do DF já foi examinador do Detran

Homem alegou ter sofrido convulsão ao volante e perdido o controle da direção; uma mulher morreu e outras vítimas ficaram feridas 

Brasília|Jéssica Moura, do R7, e Pedro Canguçu, da Record TV

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Acidente na Rodoviária do Plano Piloto
Acidente na Rodoviária do Plano Piloto Divulgação/PMDF

O motorista que invadiu a parada de ônibus e atropelou pedestres na manhã de quarta-feira (6) na Rodoviária do Plano Piloto já foi examinador do Departamento de Trânsito do Distrito Federal em 2010, responsável por avaliar candidatos e motoristas que tiram a habilitação.

Para se tornar examinador, além de ser habilitado na categoria que irá avaliar, é preciso ter sido aprovado no curso específico e ter uma credencial fornecida pelo Detran. 

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Contudo, em 1997, Ronaldo Soares Costa foi suspenso pelo próprio órgão depois de se envolver em um tumulto na área de exames de direção onde estavam os candidatos.

O acidente

No acidente dessa quarta, testemunhas relataram que viram o veículo onde estavam Soares e a esposa trafegando de modo irregular metros antes de invadir a parada de ônibus. Ele teria sido atingido na traseira por outros veículos, tornando a rota ainda mais instável.

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Câmeras de segurança flagraram o momento em que, na altura do Eixinho L, no sentido Asa Norte, o carro desgovernado avançou, atravessou na frente de uma van e atingiu o ponto de ônibus.

Cerca de 20 pessoas estavam no local esperando coletivos. Ao ouvirem o barulho do pneu contra o asfalto, houve gritaria, correria e as pessoas tentaram correr. Cinco pedestres foram atropelados, entre eles Gisele Boaventura, 54 anos. Com o impacto, ela foi arremessada da plataforma e caiu no Eixo Monumental. A vítima morreu na hora.

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Mais quatro feridos foram socorridos e levados ao Hospital de Base. Depois da batida, o homem, abalado, foi visto chorando no carro. A esposa, que estava no banco do passageiro, relatou que quando percebeu que o marido havia passado mal, tentou tomar o volante e restabelecer a direção, mas não conseguiu evitar a colisão.

Eles relataram que o homem toma remédios controlados para conter as crises convulsivas, como a que teria sofrido antes do acidente. A 5ª Delegacia de Polícia (Setor de Grandes Áreas Norte) investiga o caso. 

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Legislação

Pela legislação de trânsito, as pessoas com epilepsia podem dirigir, mas precisam seguir uma série de normas que dispõem sobre aptidões física, mental e psicológica dos condutores. Entre as exigências, não podem ter tido crise no prazo de um ano.

É necessário ainda fornecer informações atestadas pelo médico que o acompanha, indicar se fazem ou não uso de remédios e ter um parecer favorável do profissional de saúde. Segundo a Liga Brasileira de Epilepsia (LBE), cerca de 3% da população sofre da doença, e 70% deles têm as crises controladas com o uso de medicação.

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