Lula deve se encontrar hoje com prefeito de NY; presidente prepara discurso na ONU com soberania, clima e IA
Mandatário foi ontem para os EUA e falará amanhã pela décima vez na abertura da Assembleia Geral
Brasília|Luiza Marinho*, do R7, em Brasília
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fará o discurso de abertura da 81ªAssembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), nesta terça-feira (22). Durante a fala, o chefe de Estado deve defender o multilateralismo, cobrar uma reforma do Conselho de Segurança da entidade e pedir maior cooperação internacional para enfrentar conflitos e desafios globais.
Esta será a 10ª vez em que Lula fará o discurso em nome do Brasil — que, tradicionalmente, abre o debate da Assembleia Geral. A expectativa é de que a fala dure cerca de 20 minutos.
Leia Mais
Entre outros temas previstos estão mudanças climáticas, meio ambiente, violações de direitos humanos e impactos do avanço da inteligência artificial, segundo o Itamaraty.
Lula ainda deve abordar os efeitos econômicos das guerras, como a alta nos preços de alimentos, combustíveis e fertilizantes, além de soluções negociadas para esses conflitos.
Conselho de Segurança
Sobre a reforma do Conselho de Segurança da ONU, Lula deve voltar a questionar a estrutura que concentra o poder de veto nas mãos dos cinco membros permanentes da ONU — Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido — e defender mudanças na organização.
A expectativa, segundo fontes do governo, é de que a mensagem geral nesse aspecto envolva as dificuldades apresentadas pela ONU no cumprimento das principais funções dela, especialmente em relação à prevenção e à solução de conflitos.
O petista também deve defender o princípio da não interferência e o respeito à soberania dos países. A orientação, segundo as mesmas fontes, é de que Lula reafirme a soberania brasileira sem fazer referência direta às eleições de 2026 ou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Trump
Apesar da proximidade entre as agendas de Lula e Trump, não há, até o momento, um pedido de reunião bilateral entre os dois por qualquer uma das partes.
Fontes do MRE (Ministério das Relações Exteriores) afirmam que os presidentes devem se encontrar informalmente após o discurso do brasileiro e antes da fala do norte-americano na assembleia. A previsão é de um cumprimento e uma breve conversa, sem reunião formal.
As declarações recentes de Lula sobre a disposição de conversar com Trump e pedir que o presidente norte-americano não interfira nas eleições brasileiras são vistas pelo governo como demonstração de abertura ao diálogo, mas não significam que exista um encontro bilateral previsto.
Crime organizado
O combate ao crime organizado deve aparecer entre os temas abordados por Lula. A intenção inclui apresentar as ações brasileiras contra facções criminosas e crimes ambientais como exemplos da necessidade de ampliar a cooperação entre os países.
Na avaliação de integrantes do governo, a referência ao Brasil em um documento enviado pelo governo norte-americano ao Congresso dos Estados Unidos sobre combate às organizações criminosas seria uma tentativa de politizar o tema. O Brasil não aparece na relação de países listados no documento, mas é mencionado no texto.
Agenda
Lula chegou aos EUA no domingo (20) e terá uma agenda de reuniões em Nova York. Nesta segunda-feira (21), há uma reunião prevista com o prefeito da cidade, Zohran Mamdani, na casa do embaixador brasileiro no país norte-americano.
A comitiva de Lula recebeu mais de 30 pedidos de reuniões bilaterais, mas ainda não há definição sobre quais encontros vão ocorrer até o momento da volta do presidente ao Brasil — por volta das 12h de terça-feira (22), no horário de Brasília.
O chanceler Mauro Vieira permanecerá em Nova York para coordenar reuniões de diferentes agrupamentos multilaterais, entre eles a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.
*Estagiária do R7, sob supervisão de Augusto Fernandes, editor-chefe.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp
















