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Lula deve se encontrar hoje com prefeito de NY; presidente prepara discurso na ONU com soberania, clima e IA

Mandatário foi ontem para os EUA e falará amanhã pela décima vez na abertura da Assembleia Geral

Brasília|Luiza Marinho*, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lula discursará na 81ª Assembleia Geral da ONU, defendendo o multilateralismo e a reforma do Conselho de Segurança.
  • Entre os temas abordados estarão mudanças climáticas, direitos humanos, inteligência artificial e efeitos econômicos de guerras.
  • O presidente também enfatizará a soberania dos países e a não interferência em eleições, sem menções diretas a Donald Trump.
  • Lula terá uma agenda de reuniões em Nova York, incluindo um encontro com o prefeito local, e coordenações multilaterais serão conduzidas por Mauro Vieira.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Conflitos, clima, IA e impacto das guerras nos preços devem estar entre os temas abordados por Lula Ricardo Stuckert/PR - 22.09.2025

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fará o discurso de abertura da 81ªAssembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), nesta terça-feira (22). Durante a fala, o chefe de Estado deve defender o multilateralismo, cobrar uma reforma do Conselho de Segurança da entidade e pedir maior cooperação internacional para enfrentar conflitos e desafios globais.

Esta será a 10ª vez em que Lula fará o discurso em nome do Brasil — que, tradicionalmente, abre o debate da Assembleia Geral. A expectativa é de que a fala dure cerca de 20 minutos.

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Entre outros temas previstos estão mudanças climáticas, meio ambiente, violações de direitos humanos e impactos do avanço da inteligência artificial, segundo o Itamaraty.

Lula ainda deve abordar os efeitos econômicos das guerras, como a alta nos preços de alimentos, combustíveis e fertilizantes, além de soluções negociadas para esses conflitos.

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Conselho de Segurança

Sobre a reforma do Conselho de Segurança da ONU, Lula deve voltar a questionar a estrutura que concentra o poder de veto nas mãos dos cinco membros permanentes da ONU — Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido — e defender mudanças na organização.

A expectativa, segundo fontes do governo, é de que a mensagem geral nesse aspecto envolva as dificuldades apresentadas pela ONU no cumprimento das principais funções dela, especialmente em relação à prevenção e à solução de conflitos.

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O petista também deve defender o princípio da não interferência e o respeito à soberania dos países. A orientação, segundo as mesmas fontes, é de que Lula reafirme a soberania brasileira sem fazer referência direta às eleições de 2026 ou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Trump

Apesar da proximidade entre as agendas de Lula e Trump, não há, até o momento, um pedido de reunião bilateral entre os dois por qualquer uma das partes.

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Fontes do MRE (Ministério das Relações Exteriores) afirmam que os presidentes devem se encontrar informalmente após o discurso do brasileiro e antes da fala do norte-americano na assembleia. A previsão é de um cumprimento e uma breve conversa, sem reunião formal.

As declarações recentes de Lula sobre a disposição de conversar com Trump e pedir que o presidente norte-americano não interfira nas eleições brasileiras são vistas pelo governo como demonstração de abertura ao diálogo, mas não significam que exista um encontro bilateral previsto.

Crime organizado

O combate ao crime organizado deve aparecer entre os temas abordados por Lula. A intenção inclui apresentar as ações brasileiras contra facções criminosas e crimes ambientais como exemplos da necessidade de ampliar a cooperação entre os países.

Na avaliação de integrantes do governo, a referência ao Brasil em um documento enviado pelo governo norte-americano ao Congresso dos Estados Unidos sobre combate às organizações criminosas seria uma tentativa de politizar o tema. O Brasil não aparece na relação de países listados no documento, mas é mencionado no texto.

Agenda

Lula chegou aos EUA no domingo (20) e terá uma agenda de reuniões em Nova York. Nesta segunda-feira (21), há uma reunião prevista com o prefeito da cidade, Zohran Mamdani, na casa do embaixador brasileiro no país norte-americano.

A comitiva de Lula recebeu mais de 30 pedidos de reuniões bilaterais, mas ainda não há definição sobre quais encontros vão ocorrer até o momento da volta do presidente ao Brasil — por volta das 12h de terça-feira (22), no horário de Brasília.

O chanceler Mauro Vieira permanecerá em Nova York para coordenar reuniões de diferentes agrupamentos multilaterais, entre eles a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.

*Estagiária do R7, sob supervisão de Augusto Fernandes, editor-chefe.

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