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Em documento, Trump diz que Brasil falha contra PCC e CV e deve agir com mais rigor

Presidente americano afirma que PCC e CV transformaram Brasil em centro relevante para tráfico de substâncias ilícitas

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governo dos EUA acusa o Brasil de falhar no combate ao PCC e CV, considerados organizações terroristas.
  • Donald Trump assinou uma determinação presidencial cobrando ações mais agressivas do Brasil contra essas facções.
  • PCC e CV são apontados como responsáveis por transformar o Brasil em um centro relevante para o tráfico internacional de drogas.
  • Apesar das críticas, o Brasil não está na lista de países identificados como grandes territórios de trânsito ou produção de drogas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Pessoas passam em local com nome de PCC em São Paulo
 29 de maio de 2026    REUTERS/Alexandre Meneghini
PCC é classificado pelos EUA como organização terrorista estrangeira Alexandre Meneghini/Reuters - 29.5.2026

O governo dos Estados Unidos afirmou que o Brasil tem falhado no enfrentamento ao PCC (Primeiro Comando da Capital) e ao CV (Comando Vermelho), classificados por Washington como organizações terroristas estrangeiras, e cobrou medidas mais agressivas contra as duas facções.

A avaliação consta de determinação presidencial, assinada por Donald Trump, sobre países ligados ao trânsito ou à produção de drogas ilícitas no ano fiscal de 2027, disponibilizada ao Congresso americano na terça-feira (15), e publicada nesta quarta-feira (16).


No documento, o governo americano afirma que PCC e CV transformaram o Brasil em um centro relevante para os fluxos internacionais de substâncias ilícitas.

“O governo do Brasil falhou em confrontar as organizações terroristas estrangeiras designadas PCC e CV, que transformaram o Brasil em um hub para os fluxos globais de cocaína”, diz o texto.


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Segundo a determinação, as duas organizações brasileiras representam uma “ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo”.

Washington acrescenta que o governo brasileiro “precisa urgentemente tomar medidas agressivas para confrontá-las e derrotá-las antes que se espalhem e cresçam”.


O documento, porém, não detalha quais ações específicas os EUA esperam das autoridades brasileiras nem apresenta dados sobre o volume de drogas atribuído às facções.

As críticas ao Brasil aparecem em uma seção na qual a Casa Branca avalia os esforços de diferentes governos do Hemisfério Ocidental contra o narcotráfico e grupos classificados pelos EUA como “narcoterroristas”.


O texto afirma que vários países da região vêm adotando medidas para reduzir fluxos de drogas e enfrentar cartéis e cita Argentina, Equador e El Salvador entre aliados elogiados por sua atuação nessa área.

Apesar da cobrança relacionada ao PCC e ao CV, o Brasil não integra a relação de países que Washington identificou formalmente como grandes territórios de trânsito ou de produção ilícita de drogas.

A lista inclui, entre outros, Colômbia, México, Venezuela, Peru, Equador e Bolívia. O próprio documento ressalta que a inclusão nessa relação não representa necessariamente uma avaliação negativa dos esforços antidrogas de cada governo, já que também considera fatores geográficos, comerciais e econômicos que facilitam a circulação ou a produção de entorpecentes e seus precursores.

O documento é divulgado enquanto os EUA voltam a atacar embarcações no Oceano Pacífico. O Comando Sul-Americano informou nesta quarta o afundamento de outro barco do Equador que supostamente apoiava operações ilícitas de tráfico de drogas em alto-mar.

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