‘Não interessa a ninguém uma Rússia debilitada e enfraquecida’, diz Amorim
Assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República deu declaração após combate de mercenários russos
Brasília|Plínio Aguiar, do R7 em Brasília

O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Celso Amorim, afirmou, nesta segunda-feira (26), que “não interessa a ninguém uma Rússia debilitada e enfraquecida”. A declaração ocorre após combatentes mercenários russos avançarem em direção a Moscou, no último fim de semana, depois de tomar uma cidade no sul do país de Vladimir Putin.
“Evidentemente nós temos todo interesse na volta da normalidade. Não interessa a ninguém uma Rússia debilitada e enfraquecida. E eu acredito que vai voltar à normalidade”, disse Amorim, no Palácio Itamaraty, em Brasília, antes de uma agenda com o presidente argentino, Alberto Fernández.
Combatentes mercenários russos amotinados avançavam em direção a Moscou neste sábado (24), depois de tomar uma cidade no sul durante a noite, com os militares da Rússia disparando contra eles do ar, mas aparentemente incapazes de retardar seu avanço-relâmpago.
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Enfrentando o primeiro desafio sério ao controle do poder em seu governo de 23 anos, o presidente Vladimir Putin prometeu esmagar o motim armado, que ele comparou à Guerra Civil da Rússia de um século atrás. Os combatentes do exército privado Wagner, comandado pelo ex-aliado de Putin Yevgeny Prigozhin, já estavam a caminho da capital, tendo capturado a cidade de Rostov e iniciado uma corrida de 1.100 km até Moscou.
A possível morte de Prigozhin levantou hipóteses de que o avião em que ele deveria estar pode ter sido atacado ou sabotado pelo governo do presidente da Rússia, Vladimir Putin. O líder mercenário era desafeto do mandatário russo desde que os paramilita...
A possível morte de Prigozhin levantou hipóteses de que o avião em que ele deveria estar pode ter sido atacado ou sabotado pelo governo do presidente da Rússia, Vladimir Putin. O líder mercenário era desafeto do mandatário russo desde que os paramilitares articularam uma tentativa de motim, em 23 de junho
Um helicóptero disparou contra o transporte de tropas e um caminhão-plataforma, que carregava um tanque, na cidade de Voronezh, a mais da metade do caminho para Moscou, mas não houve relato de que os rebeldes teriam encontrado resistência substancial na rodovia.
A segurança foi reforçada no centro de Moscou neste sábado (24). As medidas de proteção foram intensificadas em prédios do governo, instalações de transporte e outros locais importantes da capital russa, o que ocasionou a interdição da Praça Vermelha.
Com a ofensiva, as pessoas que circulam pela capital russa observam o Kremlin cercado por veículos militares e tapumes de proteção, com diversos agentes policiais ao redor dos prédios da administração presidencial. Horas antes, as autoridades russas haviam acusado o chefe da milícia privada Wagner de organizar um motim armado, depois que ele prometeu vingar o que alegou ter sido a morte de 2.000 de seus combatentes pelo Exército russo.























