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Noruega quer manter cooperação com Lula em meio a acordo comercial com Mercosul

Acordo do bloco sul-americano com o EFTA, do qual a Noruega faz parte, vai zerar tarifas para 99% dos produtos comercializados

Brasília|Deborah Hana Cardoso, da RECORD Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Noruega busca aprofundar cooperação com o governo de Lula em áreas como meio ambiente e desenvolvimento sustentável.
  • Acordo de Livre Comércio entre Mercosul e EFTA, que inclui a Noruega, eliminará tarifas para até 99% dos produtos.
  • Brasil e Noruega têm parceria sólida no Fundo Amazônia desde 2008, com foco na redução do desmatamento.
  • O acordo recebeu apoio de diferentes correntes políticas no Congresso Nacional, destacando-se como política de Estado.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

embaixador da Noruega no Brasil, Kjetil Elsebutangen
Embaixador da Noruega, Kjetil Elsebutangen diz que país quer estreitar relação com Lula Luis Nova/Embaixada da Noruega

Às vésperas da entrada em vigor do Acordo de Livre Comércio entre Mercosul e EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio, na sigla em inglês), em 1º de novembro, o embaixador da Noruega no Brasil, Kjetil Elsebutangen, destacou a disposição do país em aprofundar a cooperação com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente nas áreas de meio ambiente, multilateralismo e desenvolvimento sustentável.

“Estamos muito ansiosos para dar continuidade à nossa cooperação com o Brasil e com o presidente Lula. Sabemos que há um forte engajamento na arena internacional e no multilateralismo. Para nós, é essencial prosseguir com esse trabalho em defesa da democracia, do multilateralismo e do Estado de Direito”, afirmou o diplomata durante um encontro com jornalistas.

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O acordo do bloco sul-americano com o grupo formado por Noruega, Islândia, Liechtenstein e Suíça abrange um mercado de aproximadamente 290 milhões de consumidores e um PIB (Produto Interno Bruto) combinado de mais de US$ 4,3 trilhões. O tratado prevê o livre comércio de bens, serviços, tecnologias e commodities.

O objetivo é a eliminação de tarifas para até 99% dos produtos negociados entre os blocos.

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Segundo Elsebutangen, a liberalização comercial abrangerá praticamente toda a pauta de intercâmbio entre as partes.

“A mensagem principal é que é um acordo de livre comércio que cobre quase tudo. Vamos chegar a até 99% dos produtos isentos de tarifas. Acredito que seja um sinal forte de uma postura bastante liberal”, destacou o diplomata.

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Atualmente, o Brasil aplica tarifas sobre quatro setores de especial interesse da Noruega: marítimo, tecnologia verde, pescados e fertilizantes. Com a entrada em vigor do tratado, essas barreiras alfandegárias serão reduzidas ou eliminadas gradualmente.

Entre os destaques do fluxo comercial estão o incentivo às exportações brasileiras de soja e frutas para a Noruega e a ampliação das vendas de salmão e outros pescados noruegueses ao mercado brasileiro.

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O acordo também estabelece novas cotas de importação na Noruega para carne bovina e de frango produzidas no Brasil. No setor de fertilizantes, a ampliação do acesso aos fornecedores noruegueses é considerada estratégica para reduzir a dependência do agronegócio brasileiro de um número restrito de mercados.

Clima e meio ambiente

Durante a conversa com os jornalistas, Elsebutangen destacou a agenda sustentável mantida entre Brasil e Noruega desde 2008. O país nórdico é o principal doador do Fundo Amazônia, iniciativa para a qual desembolsou quase R$ 3 bilhões no início do atual mandato de Lula.

“Nossa cooperação com o Brasil no Fundo Amazônia começou em 2008, então temos um histórico longo nessa área. Esse é um apoio da Noruega ao trabalho do Brasil, feito pelos brasileiros. Recentemente, foram anunciados resultados muito impressionantes, com recorde na redução do desmatamento. A Noruega está muito feliz em poder apoiar esse trabalho”, afirmou Elsebutangen.

O embaixador ressaltou ainda que as exigências socioambientais e climáticas estiveram entre os pilares das negociações do acordo internacional. “O tema de clima e sustentabilidade fez parte integrante das negociações”, reforçou.

Apoio legislativo

Questionado sobre a atuação do Poder Legislativo brasileiro na ratificação e na condução do acordo, o embaixador ressaltou que o tratado recebeu apoio de diferentes correntes políticas no Congresso Nacional e que a cooperação entre os países é tratada como uma política de Estado.

“Tivemos no Congresso brasileiro um apoio vindo de todos os partidos ao acordo. Agora temos uma nova composição no Congresso, enquanto o Parlamento norueguês permanece o mesmo, mas precisaremos ver como a cooperação entre os parlamentares se desdobrará daqui em diante. O importante é destacar que a Noruega possui uma parceria sólida com o Estado brasileiro em todos os seus níveis”, concluiu o embaixador.

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