Brasília Pacheco pede sensibilidade da Câmara com auxílio-combustível

Pacheco pede sensibilidade da Câmara com auxílio-combustível

Presidente do Senado diz que projeto é excelente e bem fundamentado; proposta não está no radar da Câmara

  • Brasília | Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco

Pedro França/Agência Senado

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), defendeu o projeto aprovado na semana passada pelo plenário da Casa que prevê a criação de um auxílio-combustível de até R$ 300 e propõe uma conta de estabilização para conter a oscilação do preço dos derivados de petróleo. Ele pediu que a Câmara seja menos resistente com a proposta.

Nesta quarta-feira (16), o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que a matéria está “totalmente fora do radar” da Casa. Para Pacheco, a fala do deputado “quebra a expectativa” de votação do projeto, considerado como “excelente” pelo senador.

“Essas iniciativas que nós tomamos e materializamos no PL 1.472 [número do projeto], são ideias boas, bem fundamentadas, com raciocínio lógico, com bom reflexo para o problema econômico e para o problema social que nós estamos enfrentando com o aumento dos combustíveis. Eu acredito e peço a Câmara dos Deputados que também tenha essa avaliação, busque ter essa avaliação”, comentou Pacheco, em entrevista à imprensa.

Na opinião do senador, é natural que a Câmara divirja sobre a proposta. De todo modo, ele disse que tentará conversar com os deputados sobre a importância da matéria. “Eu acredito muito que os líderes, uma vez se debruçando no mérito do que é esse projeto, podem compreendê-lo como mais um instrumento nesse combate árduo que nós estamos tendo contra o aumento do combustível no Brasil”, observou.

Além do auxílio-combustível e da conta de estabilização, o projeto aumenta a quantidade de beneficiários do auxílio-gás. O texto prevê que o programa atenda, ainda neste ano, 11 milhões de famílias, o dobro do público-alvo previsto atualmente. Esse cunho social da proposta, segundo Pacheco, precisa ser levado em consideração pela Câmara.

“Embora eu entenda como um excelente projeto, que foi aprovado muito amplamente no Senado Federal, cria essa conta de estabilização para momentos de crise aguda em relação a derivados de petróleo e GLP, cria também medidas sociais importantes, eu acho que a Câmara tem a sua autonomia, a sua independência. [Mas] é muito importante o Congresso Nacional ter essa sensibilidade social, tanto na ampliação do vale gás, quanto nesse auxílio-combustível. Portanto, vamos conversar”, acrescentou.

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