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PF estuda incluir Vorcaro na ‘difusão prateada’ da Interpol para rastrear dinheiro no exterior

PF quer seguir o rastro de recursos remetidos aos Estados Unidos e apurar eventual financiamento de filme sobre Jair Bolsonaro

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Federal estuda incluir Daniel Vorcaro na "difusão prateada" da Interpol para rastrear e bloquear ativos enviados ao exterior.
  • Vorcaro, alvo da Operação Compliance Zero, é investigado por fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master.
  • Há suspeitas de que Vorcaro enviou cerca de R$ 60 milhões aos EUA para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro.
  • A decisão sobre a inclusão de Vorcaro na Interpol depende da manifestação da PGR e do STF, com possível relatoria de André Mendonça ou Alexandre de Moraes.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Medida busca identificar o destino de recursos enviados por Vorcaro aos Estados Unidos Divulgação/Banco Master

A Operação Compliance Zero estuda pedir a inclusão de Daniel Vorcaro na difusão prateada da Interpol para identificar e até mesmo bloquear remessas de ativos do ex-dono do Banco Master para fora do país. A informação foi confirmada pela reportagem nesta sexta-feira (5).

Vorcaro é o alvo principal da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes bilionárias do Master. A difusão prateada foi implantada no organograma da Interpol - a Polícia que mantém ligações com forças de segurança em todo o mundo - com o fim específico de alcançar dinheiro ilícito.


A estratégia da PF — desde que a PGR (Procuradoria-Geral da República) concorde com a medida e que haja anuência do STF (Supremo Tribunal Federal), além do endosso das autoridades americanas — é seguir o caminho de valores que Vorcaro enviou aos Estados Unidos e que também podem ter sido usados para financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Vorcaro teria remetido para um fundo dos EUA cerca de R$ 60 milhões para essa finalidade. O fundo é controlado por um advogado que mantém ligações com Eduardo Bolsonaro, que mora nos EUA.


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Vorcaro negocia há cerca de três meses os termos de uma delação premiada na Operação Compliance Zero. A primeira tentativa acabou frustrada. A reportagem apurou que ele continua resistindo a endurecer sua proposta. A advogados de seu relacionamento ele tem dito que fez repasses a políticos por ‘amizade’, sem exigir contrapartidas.

Nas remessas aos EUA para bancar Dark Horse, o ex-dono do Master teve como intermediário o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência.


O chefe da Polícia Federal, delegado Andrei Rodrigues, avalia ser importante instaurar um inquérito exclusivo para identificar se o dinheiro enviado por Vorcaro aos Estados, de fato, foi usado também para custear o filme sobre Bolsonaro.

A inclusão de Vorcaro na difusão prateada da Interpol depende, ainda, de uma manifestação da PGR e de decisão do STF sobre qual ministro ficará responsável por essa medida.


O caso pode ficar com André Mendonça, que é o relator da Compliance Zero, ou com Alexandre de Moraes, relator das investigações que envolvem Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente.

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