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PF recupera em Londres livro alemão de mais de 300 anos furtado de museu no Brasil

As investigações relacionadas ao furto no Museu Emílio Goeldi tiveram início em 2008; três servidores do museu foram denunciados

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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Livro histórico furtado Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal recuperou nesta quarta-feira (1º) em Londres, no Reino Unido, uma das obras literárias furtadas do Museu Emílio Goeldi, em Belém, em 2008. O livro “Simiarum et vespertilionum Brasiliensium species novae”, de 1823, do alemão Johann Baptist von Spix, é um dos exemplares de uma coletânea produzida pelo autor sobre a fauna e a flora brasileiras, com foco predominante em macacos.

De acordo com a PF, as investigações relacionadas ao furto no Museu Emílio Goeldi tiveram início em 2008. Três servidores do museu foram denunciados por peculato culposo em 2011, em decorrência das investigações. Em dezembro de 2023, a obra a “Reise in Chile und auf dem Amazonstrome” foi recuperada na Argentina, em ação de cooperação jurídica com o país vizinho. Em março deste ano, a obra holandesa intitulada “De India utriusque re naturali et medica”, de Guilherme Piso, também foi recuperada em Londres.


O resgate foi uma cooperação policial internacional entre a Polícia Federal, por meio da adidância no Reino Unido, e a Polícia Metropolitana de Londres (Scotland Yard), pela Unidade de Artes e Antiguidades.

A PF informou ainda que segue trabalhando para localização e repatriação das obras furtadas e para identificar a autoria do furto e eventuais responsáveis pela venda dos livros.

“Utilizando diversas bases de dados sobre bens culturais, a PF atua na identificação e rastreamento de itens valiosos desviados, fomentando a cooperação entre as autoridades policiais em diferentes nações. A repatriação das obras literárias representa um marco fundamental para o Brasil, demonstrando um compromisso renovado com a preservação do patrimônio cultural e estabelecendo um precedente essencial para a recuperação de elementos históricos”, diz a corporação.

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