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‘Tem alguma decisão do STF favorecendo o Banco Master? Não que eu saiba’, diz Barroso

De acordo com o ex-integrante da Corte, as revelações não abalaram o papel institucional do Judiciário

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Luís Roberto Barroso defendeu o STF diante de questionamentos sobre o envolvimento de ministros com o caso Banco Master.
  • Barroso afirmou não ter conhecimento de decisões do STF que favorecessem o Banco Master e destacou a importância de não prejulgar antes das investigações.
  • Suspeitas envolvem repasses financeiros a familiares de ministros, mas Barroso enfatiza a distinção entre percepções individuais e o papel institucional do Supremo.
  • O Congresso, através da CPI do Crime Organizado, investigou elos financeiros de ministros, gerando reações do Judiciário, especialmente contra o senador Alessandro Vieira.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Na avaliação de Barroso, o STF segue tomando decisões importantes, com transparência e fundamentação Luiz Silveira/STF - 28.08.2025

O ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso defendeu a Corte neste sábado (23) diante de questionamentos sobre a percepção da população diante do envolvimento de ministros com o caso Banco Master.

Após participação em painel do Fórum Esfera 2026, em Guarujá (SP), Barroso reconheceu em coletiva de imprensa que há um conjunto de fatos que contribuiu para uma percepção negativa sobre o tribunal, mas afirmou não ter conhecimento de qualquer decisão do STF que tenha favorecido o banco.


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As suspeitas relacionadas ao Master miram repasses e transações que teriam beneficiado familiares de ministros do Supremo, incluindo R$ 80 milhões ao escritório da esposa de Alexandre de Moraes e R$ 6,6 milhões ligados a cotas de resort dos irmãos de Dias Toffoli.

“Há um conjunto de fatos que levaram a uma percepção negativa. Porém, primeiro é preciso não prejulgar e esperar que as investigações terminem”, disse Barroso. “Depois, é preciso fazer uma distinção entre o juízo que alguém faça sobre ministros individualmente e o papel institucional do Supremo.”


De acordo com o ex-integrante da Corte, as revelações não abalaram o papel institucional do Judiciário.

Na avaliação dele, o tribunal segue tomando decisões importantes, com transparência, fundamentação e debates públicos de qualidade. Por isso, afirma é preciso evitar que “episódios pontuais contaminem a percepção” sobre a instituição e desmereçam a função que ela desempenha para o País.


“Tem alguma decisão do Supremo favorecendo o Banco Master? Não que eu saiba. Portanto, por isso que eu falo: é preciso separar percepções individuais de comportamentos institucionais”, continuou.

“Tanto quanto eu possa ver, não aconteceu nada de errado em decisões do Supremo nessa matéria, ou em qualquer outra.”


O ex-presidente do STF salientou ainda que o Supremo decide quase todos os temas relevantes da vida brasileira e, por isso, acaba frequentemente desagradando diferentes setores.

Segundo ele, o protagonismo e a visibilidade da Corte fazem com que haja sempre alguém com um olhar severamente crítico sobre o tribunal.

Recentemente, o Congresso usou a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado para mirar elos financeiros de ministros e sugerir indiciamento de magistrados, o Judiciário reagiu de forma incisiva, principalmente contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que foi alvo de solicitação de investigação Procuradoria-Geral da República (PGR) por abuso de autoridade.

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