Barroso: redes sociais democratizaram debate, mas espalharam desinformação
Para o ex-presidente do STF, fim do filtro da imprensa profissional deu lugar a narrativas fragmentadas e à hostilidade na internet
Brasília|Do Estadão Conteúdo
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O ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso afirmou, em evento realizado em São Paulo nesta sexta-feira (22), que a revolução digital e as redes sociais democratizaram o acesso ao espaço público. Segundo ele, contudo, esse movimento também eliminou o filtro da imprensa profissional, abrindo “avenidas” para a desinformação e os discursos de ódio.
“Agora cada tribo tem a sua narrativa, e, portanto, a gente não consegue mais trabalhar sobre fatos comuns. Isso é um problema grave que nós estamos vivendo”, comentou, durante participação no Fórum Esfera 2026, no Guarujá, litoral paulista.
O ex-ministro ressaltou que, sem o filtro antes feito pelos meios de comunicação, qualquer conteúdo chega ao espaço público, tendo como consequência a “tribalização da vida” e uma crise no modelo de negócio da imprensa tradicional.
Para Barroso, as pessoas terão de ser reeducadas ao uso das novas tecnologias. A regulação da inteligência artificial precisa acontecer da “melhor forma possível”, declarou.
Ele chamou a atenção, porém, para as dificuldades de regular juridicamente a inteligência artificial devido à rapidez dessa transição. “O ChatGPT chegou a 100 milhões de usuários em dois meses. Portanto, a velocidade da transformação é um problema. E há uma assimetria de conhecimento entre reguladores e regulados”, salientou Barroso.
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