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Barroso: redes sociais democratizaram debate, mas espalharam desinformação

Para o ex-presidente do STF, fim do filtro da imprensa profissional deu lugar a narrativas fragmentadas e à hostilidade na internet

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Luís Roberto Barroso destacou que as redes sociais democratizaram o acesso ao espaço público, mas também aumentaram a desinformação e discursos de ódio.
  • O fim do filtro da imprensa profissional resultou em narrativas fragmentadas e na "tribalização da vida".
  • Barroso ressaltou a necessidade de reeducar as pessoas para o uso das novas tecnologias e regular a inteligência artificial de forma eficaz.
  • Ele apontou a rapidez das mudanças tecnológicas como um desafio para a regulação e a assimetria de conhecimento entre reguladores e regulados.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

'A gente não consegue mais trabalhar sobre fatos comuns', diz Luís Roberto Barroso Luiz Silveira/STF - 28.08.2025

O ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso afirmou, em evento realizado em São Paulo nesta sexta-feira (22), que a revolução digital e as redes sociais democratizaram o acesso ao espaço público. Segundo ele, contudo, esse movimento também eliminou o filtro da imprensa profissional, abrindo “avenidas” para a desinformação e os discursos de ódio.

“Agora cada tribo tem a sua narrativa, e, portanto, a gente não consegue mais trabalhar sobre fatos comuns. Isso é um problema grave que nós estamos vivendo”, comentou, durante participação no Fórum Esfera 2026, no Guarujá, litoral paulista.


O ex-ministro ressaltou que, sem o filtro antes feito pelos meios de comunicação, qualquer conteúdo chega ao espaço público, tendo como consequência a “tribalização da vida” e uma crise no modelo de negócio da imprensa tradicional.

Para Barroso, as pessoas terão de ser reeducadas ao uso das novas tecnologias. A regulação da inteligência artificial precisa acontecer da “melhor forma possível”, declarou.


Ele chamou a atenção, porém, para as dificuldades de regular juridicamente a inteligência artificial devido à rapidez dessa transição. “O ChatGPT chegou a 100 milhões de usuários em dois meses. Portanto, a velocidade da transformação é um problema. E há uma assimetria de conhecimento entre reguladores e regulados”, salientou Barroso.

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