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PGR é contra pedido de Cid para extinguir pena na ação do golpe

Parecer foi enviado ao STF pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet

Brasília|Da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O procurador-geral Paulo Gonet se posicionou contra a extinção da pena de Mauro Cid no STF.
  • Cid, ex-ajudante de Jair Bolsonaro, foi condenado a dois anos de prisão em regime aberto por envolvimento em planejamento golpista.
  • A defesa de Cid alegou que ele teria cumprido a pena durante a prisão preventiva, mas o procurador afirmou que isso não é suficiente para extinguir a pena.
  • A Procuradoria-Geral da República solicitou que a defesa seja ouvida sobre a inclusão de Cid e seus familiares no programa de proteção a testemunhas.

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Defesa argumentou que o militar já cumpriu a pena enquanto ficou preso preventivamente

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou nesta terça-feira (18) ao STF (Supremo Tribunal Federal) parecer contra a extinção da pena do tenente-coronel do Exército Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro.

Cid foi condenado pela trama golpista a dois anos de prisão em regime aberto e teve assegurado o direito à liberdade em função do acordo de delação premiada.


Conforme a defesa, ele já cumpriu a pena enquanto ficou preso preventivamente durante as investigações e, por isso, deve ter a punição extinta.

No parecer enviado ao STF, Gonet disse que a pena deve ser mantida regulamente porque o militar ainda não cumpriu o tempo de condenação.


“No caso sob análise, Mauro Cesar Barbosa Cid permaneceu preso preventivamente em duas oportunidades: entre 3.5.2023 e 9.9.2023 e entre 22.3.2024 e 3.5.2024, períodos que não alcançam os dois anos fixados em sua condenação. Não se verifica, portanto, hipótese de extinção da punibilidade do réu”, observou o procurador.

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Proteção da PF

Gonet também disse que a defesa de Mauro Cid deve ser ouvida sobre a sugestão da Polícia Federal (PF) para que o militar e seus familiares sejam incluídos no programa federal de proteção a testemunhas.

“No que concerne à inclusão de Mauro Cesar Barbosa Cid e seus familiares no Programa Federal de Assistência a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas, a Procuradoria-Geral da República opina pela intimação da defesa, para eventual manifestação de interesse”, completou Gonet.


No início deste mês, ao determinar a execução da pena do militar, que assinou acordo de delação premiada com a PF, o ministro Alexandre de Moraes definiu diversas medidas, como recolhimento noturno, proibição de portar armas, de utilizar as redes sociais e se comunicar com investigados nos processos sobre a trama golpista.

Além disso, o ministro autorizou a PF a realizar ações para manter a segurança de Mauro Cid e seus familiares.

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