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PGR vai continuar processo para obter delação de Daniel Vorcaro mesmo após rejeição da PF

Desta vez, banqueiro terá de provar que dados fornecidos realmente valem a pena e apresentar provas que confirmem as informações

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A PGR dará continuidade à delação do banqueiro Daniel Vorcaro, apesar da rejeição pela PF.
  • Vorcaro terá chance de melhorar a proposta, apresentando provas concretas e informações novas.
  • Se não conseguir, a delação será cancelada e ele enfrentará os processos sem benefícios.
  • A PF investiga fraudes financeiras e corrupção associadas ao Banco Master na Operação Compliance Zero.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Caso banqueiro Daniel Vorcaro melhore informações oferecidas, acordo pode seguir em frente SAP-SP/Reprodução – 06.03.2026

A PGR (Procuradoria-Geral da República) vai seguir em frente com a delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, mesmo após a PF (Polícia Federal) rejeitar a proposta de acordo. A previsão da chefia do MPF (Ministério Público Federal) é dar uma “segunda chance”, para que o empresário melhore a oferta do que tem a dizer.

A Polícia Federal costuma exigir provas imediatas e concretas. Se o que o delator propõe não envolve documentos fortes ou caminhos exatos para a continuidade da investigação, a corporação tende a recusar o acordo.

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Entretanto, como a PGR decide quem processar na Justiça, a preferência de representantes da instituição é por uma visão de longo prazo. Eles acreditam que, com um pouco mais de tempo e pressão, o banqueiro possa oferecer informações mais valiosas e detalhadas.

Para Daniel Vorcaro, essa medida será uma última oportunidade — que virá com muita cobrança. Para o acordo valer de fato e o banqueiro ter direito aos benefícios da delação, como redução da pena, ele terá de passar informações que a Justiça ainda não conheça.

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O banqueiro também precisará provar que os dados fornecidos realmente valem a pena e informar quais documentos, mensagens ou extratos confirmam o conteúdo delatado.

Caso Vorcaro consiga melhorar as informações, o acordo deve seguir em frente. Se falhar, a PGR deve cancelar a delação de vez, e ele responderá aos processos sem acesso a qualquer tipo de benefício.

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Rejeição da proposta inicial

Por meio da Operação Compliance Zero, a PF investiga supostos esquemas de corrupção, fraudes financeiras e desvios de recursos que envolvem fundos de pensão e regimes próprios de Previdência Social relacionados ao Banco Master.

Dono da instituição financeira, Daniel Vorcaro se tornou um dos alvos centrais das apurações, o que motivou a defesa dele a buscar um acordo de colaboração premiada.

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Contudo, nessa quarta-feira (20), a Polícia Federal rejeitou a proposta inicial, pois considerou que as informações apresentadas pelo colaborador não eram inéditas nem eficazes para o avanço das investigações. Além disso, segundo apurou o R7, faltou robustez nas provas apresentadas, para confirmação dos relatos.

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