Política não é feita para atender secretário de Estado de outro país, diz Durigan
Durante coletiva no MDIC, ministro da Fazenda classificou como inadmissível qualquer tentativa de pressão dos EUA sobre o Brasil
Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (16) que a política econômica brasileira deve atender aos interesses da população, e não às demandas de autoridades estrangeiras. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa no MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), em que o governo apresentou seu posicionamento sobre a investigação aberta pelos Estados Unidos com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana.
Sem citar diretamente o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, Durigan criticou a tentativa de interferência nas decisões do país. “A política econômica de um país é feita para os seus cidadãos, não para atender o secretário de Estado de um outro país, sinalizando com o programa de governo de transição para atender suas prioridades estrangeiras”, afirmou.
O ministro defendeu que as medidas econômicas adotadas pelo governo têm como objetivo reduzir desigualdades, melhorar a qualidade de vida da população e combater privilégios.
“É para reduzir desigualdade, melhorar o bem-estar das famílias, combater privilégio e injustiça que a gente adota uma política econômica em um país”, ponderou.
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Durigan também classificou como infundadas as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos para a adoção de medidas comerciais contra o Brasil, e afirmou que elas atingem a soberania nacional.
“Essa medida, baseada em motivação falsa, fere o senso mais básico do nosso patriotismo, em especial quando a oposição brasileira usa isso de muleta eleitoral sem considerar os interesses do nosso povo”, declarou.
O ministro ainda ressaltou que o governo considera inaceitável qualquer tentativa de pressão externa sobre o Brasil.
“É inadmissível, do ponto de vista do governo, que essa interferência externa, seja ela política, econômica, seja ela uma forma qualquer de afugentar e constranger o Brasil, as famílias brasileiras, os empresários e os trabalhadores brasileiros. É inadmissível que isso aconteça nessa altura do campeonato”, concluiu.
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