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‘Governo não vai deixar brasileiros na mão’, afirma Durigan sobre tarifaço

Durante anúncio sobre renegociação de dívidas rurais, ministro da Fazenda diz que a população não pode ser prejudicada pelos EUA

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O ministro da Fazenda, Dario Durigan, garantiu que o governo não deixará os brasileiros desamparados frente às tarifas impostas pelos EUA.
  • A declaração foi feita durante coletiva na residência oficial do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.
  • Durigan afirmou que uma medida provisória será publicada para abordar o impacto das tarifas sobre o agronegócio.
  • O governo federal atuará para mitigar os efeitos das tarifas, caso sejam confirmadas, protegendo agricultores, empresários e famílias brasileiras.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ministro Dario Durigan classifica as sanções dos Estados Unidos como injustas Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil - Arquivo

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (15) que “o governo não vai deixar os brasileiros na mão” com a aplicação de tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos do Brasil.

A declaração ocorreu na residência oficial do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), durante entrevista coletiva para anunciar o acordo para a renegociação de dívidas de produtores rurais.


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Ao ser questionado sobre a possibilidade de as tarifas do governo Trump influenciarem o endividamento do agronegócio, Durigan afirmou que a medida provisória a ser publicada sobre o acordo foi elaborada para “botar um ponto final nessa discussão”.

“Com relação ao tarifaço, existe sempre um princípio que vai nos guiar. Os empresários brasileiros, as famílias brasileiras, os caminhoneiros brasileiros, os agricultores brasileiros não podem ser prejudicados por medidas injustas adotadas por outros países”, frisou.


O ministro afirmou que, se a aplicação do tarifaço for confirmada pelos EUA nesta quarta, o governo federal vai atuar para mitigar os efeitos da medida. “Se for confirmado um tarifaço — mais uma vez, injusto —, vai ser preciso avaliar quais setores foram afetados e, na mesma linha de princípio do que a gente já fez, o governo brasileiro não vai deixar os agricultores, os empresários, as famílias brasileiras na mão”.

Decisão final hoje

Nesta quarta-feira, termina o prazo para que o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) divulgue a decisão final sobre a aplicação de sanções a produtos brasileiros.


A gestão de Donald Trump justifica a medida alegando que o Brasil adota práticas desleais em áreas como serviços de pagamento eletrônico, biocombustíveis e propriedade intelectual. Autoridades dos EUA também acusam o país de desmatamento ilegal.

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