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Prisão preventiva pega base bolsonarista dispersa e reúne poucos manifestantes na PF

Durante o dia, grupos de apoiadores de Bolsonaro se reuniram em frente à Superintendência da Polícia Federal do DF

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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Manifestantes estiveram na frente da Superintendência da Polícia Federal do DF durante o dia Mateus Bonomi/Reuters – 22.11.2025

A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por ter violado a tornozeleira eletrônica, neste sábado (22), pegou a base bolsonarista dispersa e com dificuldades de montar uma estratégia contra a versão de que ele tentava uma fuga para evitar a pena de 27 anos e três meses de prisão.

A mobilização de apoiadores em frente à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, onde ele está preso, reuniu pequenos grupos dispersos ao longo do dia.

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Com a adesão baixa em frente à PF, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu para que os apoiadores saíssem das imediações da Superintendência e se concentrassem em frente ao condomínio de Bolsonaro, a 20 quilômetros dali.

“Neste momento difícil e de total ruína da democracia, peço a todos que não se precipitem em nada, por exemplo, não vão para frente da sede da PF”, escreveu o senador nas redes.

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Como a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), só permite o acesso à Superintendência de advogados e pessoas autorizadas, a circulação de aliados políticos foi mínima.

Só os deputados Hélio Lopes (PL-RJ) e Bia Kicis (PL-DF) compareceram e fizeram declarações rápidas contra o que chamaram de decisão absurda, ainda antes da comprovação de que Bolsonaro disse que “meteu ferro de solda” na tornozeleira.

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Em pleno sábado de feriado prolongado, os principais aliados políticos estavam fora de Brasília e anunciaram viagem à capital federal depois da ação da PF.

“Nós, da oposição, estamos nos deslocando imediatamente a Brasília - eu incluso - para acompanhar de perto este momento sombrio e para prestar todo o apoio possível ao presidente Bolsonaro e à sua família. Não ficaremos calados. Não aceitaremos que o Brasil seja transformado em um país onde a vingança política suplanta a lei, onde decisões monocráticas se sobrepõem às garantias constitucionais, e onde opositores são tratados como inimigos”, declarou o deputado Luciano Zucco (PL-RS), líder da oposição na Câmara.

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A vigília anunciada para a noite deste sábado com o objetivo de “orar pela saúde de Bolsonaro e pelo retorno da democracia no País” foi citada na decisão de Moraes.

Ao acolher pedido da PF, o ministro entendeu que o ato serviria para dificultar a “fiscalização das medidas cautelares e da prisão domiciliar”.

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