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Promotores pedem que corte de vegetação seja suspenso no Taquari

Recomendação feita ao Ibram e à Terracap questiona a retirada de área verde para implementar um empreendimento habitacional

Brasília|Rossini Gomes, do R7, em Brasília

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Estudo no Taquari já apontava que lago chegara ao limite da capacidade de diluição de esgoto
Estudo no Taquari já apontava que lago chegara ao limite da capacidade de diluição de esgoto

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios pediu que o Ibram (Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Distrito Federal) e a Terracap suspendam a análise de um requerimento que permite a retirada de área verde no Setor Habitacional Taquari (Etapa I, Trecho 2), em Brasília.

A expedição de recomendação se refere à Autorização de Supressão de Vegetação para parcelamento do solo com o objetivo de "implementar o empreendimento habitacional, além de recomendar a anulação de eventuais autorizações que tenham sido concedidas para viabilizar o parcelamento."


De acordo com o Ministério Público, o Ibram deverá exigir que a Terracap providencie novos Estudos de Impacto Ambiental e de Vizinhança, além de inventário de emissões de gases causadores do efeito estufa e medidas compensadoras e amenizadoras.

"O relatório do estudo terá que ser submetido a amplo debate público. Os representantes do MPDFT querem ainda a exigência da autorização do órgão gestor da Área de Proteção Ambiental (APA) do Planalto Central, o ICMBio, para o licenciamento ambiental do empreendimento."


O órgão destaca que a área do empreendimento faz parte das Área de Proteção Ambiental do Planalto Central e do Lago Paranoá e que a construção abrange uma região de recarga de aquífero da bacia hidrográfica do Lago Paranoá. "O local em que se situam os mananciais é responsável pela produção de cerca de 28% da água bruta e 40% da água limpa que abastece o Lago Paranoá", informa o Ministério Público.

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Inviabilidade do Taquari deste o início

- 1998: de acordo com o Ministério Público, o Ibram aprovou a viabilidade ambiental do adensamento urbano no Taquarti mesmo ciente de que o Lago Paranoá chegara ao limite da capacidade de diluição de esgoto, conforme constava no Estudo de Impacto Ambiental;


- Outubro de 2014: ainda segundo o órgão, apesar da sensibilidade ambiental da área e das diversas pendências existentes no licenciamento, o Ibram expediu licença de instalação que autorizava a implantação do loteamento, com autorização para a remoção de vegetação; e

- Setembro de 2017: a Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente pediu a suspensão da licença de instalação do Setor Taquari I para evitar que a área começasse a ser urbanizada antes que pendências ambientais fossem resolvidas, informou o Ministério Público.

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