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'Quando chamam de orçamento secreto, eu chamo de participativo', diz Lira

O presidente da Câmara dos Deputados também defendeu o protagonismo do Legislativo no controle do Orçamento da União

Brasília|Hellen Leite, do R7, em Brasília

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O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL)
O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), voltou a defender nesta quarta-feira (19) a utilização das chamadas emendas de relator e criticou quem chama esses recursos de orçamento secreto. "Vamos tratar com a altivez que eu sempre trato. Quando chamam de secreto, eu chamo de municipalista. Quando chamam de secreto, eu chamo de participativo", comentou. 

Lira disse ainda que o Legislativo deve exercer o protagonismo na destinação do Orçamento da União e ressaltou que irregularidades devem ser investigadas. "Eu sempre digo: quem fizer errado [será investigado pela] Polícia Federal, CGU e órgãos de controle. Mas deixar que o Congresso perca esse protagonismo é muito ruim para o equilíbrio institucional do nosso país", completou.

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"Eu acho que de 2019 pra cá nós avançamos muito. Não há um Orçamento mais democrático que o discutido e o indicado por 600 parlamentares: 513 deputados e 81 senadores", concluiu. A declaração ocorreu durante a participação em uma reunião de bancada do União Brasil. 

O tema do orçamento secreto virou pauta recorrente nos debates eleitorais. A candidata à Presidência pelo MDB, Simone Tebet, chegou a dizer que perdeu a disputa ao Palácio do Planalto porque "o orçamento secreto correu solto para comprar parlamentares". Ela, porém, evitou citar nomes.

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Essa modalidade de emenda parlamentar, que ficou conhecida como orçamento secreto, foi aprovada em 2019 e é identificada no Orçamento federal com a rubrica RP9. Na prática, essa rubrica orçamentária dificulta a identificação do parlamentar beneficiado pela verba e do destino do recurso. 

No fim do ano passado, o STF (Supremo Tribunal Federal) suspendeu a liberação dos recursos por um mês, por falta de transparência e publicidade sobre os deputados e senadores que usufruíram das emendas de relator. O retorno do uso dos recursos só foi permitido depois que o Parlamento criou uma plataforma para detalhar quais parlamentares usaram as emendas e a quanto cada um deles teve direito.

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