RECORD Talks discute desafios ambientais, turismo sustentável e COP30
Barroso, Freixo, presidente da Caixa e diretora de programa da COP30 participaram
Brasília|Giovanna Inoue, do R7, em Brasília
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A RECORD promoveu nesta terça-feira (26) um evento voltado ao debate sobre desafios ambientais e turismo sustentável, levando em conta a COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas) — que ocorrerá em novembro, em Belém (PA). A RECORD Talks reuniu especialistas e lideranças para discutir como essas questões se conectam ao desenvolvimento econômico e social.
A abertura do evento teve a participação do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Luís Roberto Barroso, e do presidente da RECORD, Luiz Cláudio Costa.
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Após a abertura, o evento contou com painéis com representantes do setor público, privado e da sociedade civil, que discutiram os desafios e as oportunidades relacionados às mudanças climáticas, com destaque para o turismo sustentável e as práticas ESG (Ambiental, Social e Governança).
ESG é a sigla em inglês para Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança). De forma geral, o conceito avalia como um negócio busca:
- Minimizar seus impactos ambientais,
- Promover uma atuação social justa e responsável,
- Adotar boas práticas de governança corporativa.
Protagonismo ambiental do Brasil
O presidente da RECORD, Luiz Cláudio Costa, afirma que os debates da COP30 não são restritos à ecologia ou à preservação da natureza e representa uma oportunidade para o Brasil se reafirmar como protagonista ambiental no mundo.
“O Brasil sempre foi protagonista, tem uma das maiores reservas naturais desse planeta. Ao mesmo tempo que isso é um privilégio, também é uma responsabilidade sobre nós. Temos que saber preservar, mas também saber viver desses recursos naturais”, afirma.
Na avaliação de Costa, a COP30 será um espaço estratégico para mostrar ao mundo a capacidade de equilibrar a preservação ambiental com o desenvolvimento sustentável. Ele destacou, ainda, como a conferência pode colocar o Brasil como ator central na busca de soluções para enfrentar mudanças climáticas.
‘Negacionismo precisa ser superado’
Durante a abertura do evento, o ministro Barroso afirmou que o negacionismo é uma das grandes dificuldades enfrentadas no combate às mudanças climáticas.
“O negacionismo precisa ser superado, porque o planeta está avisando que estamos passando da hora de tratar desse problema”, afirma.
A outra dificuldade apontada pelo ministro é que as emissões de gases carbônicos de hoje “só vão afetar o clima verdadeiramente daqui a 25, 50 anos”, de modo que a “política não tem os incentivos necessários para as medidas de maior urgência, que são imperativas”.
ESG e Sustentabilidade
No primeiro painel, Alice de Moraes, diretora de programa da COP30, e Carlos Vieira, presidente da Caixa Econômica Federal, discutiram sobre práticas ESG (Ambiental, Social e Governança).
Para a diretora, a percepção de mudanças climáticas mudou ao longo dos anos. “O que a gente entende, que o mundo já entende e que a ciência já nos mostrou é que a questão climática precisa estar em ações de todos os dias. Ela influencia todas as decisões, públicas ou privadas, que a gente toma, ou que a gente deixa tomar”, afirma.
Moraes afirma que as discussões que guiam as pautas da COP30 giram em torno de buscar adaptações para que os eventos climáticos não repitam os prejuízos econômicos e sociais causados.
“A gente precisa construir as nossas cidades, desenvolver os nossos negócios, de maneira que a gente contenha resiliência pra lidar com esses impactos, com esses choques”, explica. “ESG não é caridade, é uma oportunidade estratégia de negócio”, pontua Moraes.
Já o presidente da Caixa pontuou como os avanços tecnológicos beneficiaram a população, e deu como exemplo as chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul no ano passado. Segundo ele, durante a tragédia, 80% da população perdeu os documentos.
“Se não fosse a nossa tecnologia de reconhecimento facial e biométrico, nós não teríamos como ter feito os pagamentos que a população precisava naquele momento”, afirma.
Vieira afirma que o Brasil possui grande potencial de ESG que precisa ser aproveitado. “Se nós formos em qualquer lugar desse país, nós vamos ver as comunidades ativas e entender que é essa a força que nós temos”, conclui.
Turismo verde
O segundo painel teve a participação de Marcelo Freixo, presidente da Embratur, e Ana Carla Lopes, secretária-executiva do ministério do Turismo.
Freixo afirma que pautas ambientais se tornaram prioridades e necessidades do mundo. “Não é mais possível colocar a sustentabilidade em uma gaveta secundária. Não é mais possível colocar o equilíbrio climático em uma gaveta secundária. Você tem que pensar em economia, no modelo gerador de riqueza, de crescimento e de desenvolvimento a partir do equilíbrio climático e sustentável. Não há mais possibilidade. É isso ou é isso. E nesse sentido, o turismo pode ser uma grande solução”, explica.
A secretária-executiva destacou que o turismo brasileiro está em alta, com recordes de visitantes e de gastos, e que a sustentabilidade é um foco do ministério. “A gente precisa e deve fazer de uma maneira mais responsável, de uma maneira mais sustentável”, detalha.
Para Lopes, o foco recente nos problemas de hospedagem enfrentados para a COP30 retira o foco das discussões ambientais. “Ao invés de falar sobre hospedagem, a gente tem que continuar trazendo à tona a questão das emissões gasosas, do turismo sustentável, de todas as atividades que, de alguma maneira, fazem as emissões, poluem e que cometem danos ao meio-ambiente”, afirma.
Perguntas e Respostas
Qual foi o objetivo do evento promovido pela RECORD?
A RECORD promoveu um evento para debater desafios ambientais e turismo sustentável, considerando a COP30, que ocorrerá em novembro em Belém (PA). O evento reuniu especialistas e lideranças para discutir a conexão entre essas questões e o desenvolvimento econômico e social.
Quem participou da abertura do evento?
A abertura do evento contou com a participação do ministro do STF, Luís Roberto Barroso, e do presidente da RECORD, Luiz Cláudio Costa.
Quais temas foram discutidos durante o evento?
Os participantes discutiram os desafios e oportunidades relacionados às mudanças climáticas, com ênfase no turismo sustentável e nas práticas ESG (Ambiental, Social e Governança).
O que Luiz Cláudio Costa afirmou sobre a COP30?
Luiz Cláudio Costa afirmou que os debates da COP30 vão além da ecologia e representam uma oportunidade para o Brasil se reafirmar como protagonista ambiental no mundo. Ele destacou a importância de equilibrar a preservação ambiental com o desenvolvimento sustentável.
Quais dificuldades no combate às mudanças climáticas foram apontadas por Barroso?
O ministro Barroso mencionou que o negacionismo é uma grande dificuldade no combate às mudanças climáticas e que as emissões de gases carbônicos atuais afetarão o clima no futuro, o que torna urgente a implementação de políticas adequadas.
O que Alice de Moraes disse sobre a percepção das mudanças climáticas?
Alice de Moraes afirmou que a percepção sobre mudanças climáticas evoluiu e que essas questões devem ser consideradas em todas as decisões, públicas ou privadas. Ela destacou a necessidade de construir cidades e desenvolver negócios que sejam resilientes a esses impactos.
Qual foi o exemplo dado por Carlos Vieira sobre avanços tecnológicos?
Carlos Vieira mencionou que, durante as chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul no ano passado, 80% da população perdeu documentos. Ele destacou que a tecnologia de reconhecimento facial e biométrico foi crucial para realizar os pagamentos necessários à população naquele momento.
O que Marcelo Freixo afirmou sobre as pautas ambientais?
Marcelo Freixo afirmou que as pautas ambientais se tornaram prioridades e que não é mais possível relegar a sustentabilidade a um segundo plano. Ele enfatizou que o turismo pode ser uma grande solução para o desenvolvimento sustentável.
Como a secretária-executiva do ministério do Turismo vê o turismo brasileiro?
A secretária-executiva Ana Carla Lopes destacou que o turismo brasileiro está em alta, com recordes de visitantes e gastos, e que a sustentabilidade é um foco do ministério. Ela ressaltou a importância de abordar questões ambientais em vez de se concentrar apenas em problemas de hospedagem.
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