Brasília Saúde do DF teme que casos de Covid-19 aumentem com Carnaval

Saúde do DF teme que casos de Covid-19 aumentem com Carnaval

Depois de explosão no número de contaminados, os dados da pasta indicam diminuição nos números

  • Brasília | Luiz Calcagno, do R7, em Brasília

Breno Esaki/Agência Saúde - Arquivo

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal teme que o Carnaval eleve novamente as taxas de contaminação da população por Covid-19. É o que destacou o diretor de Vigilância Epidemiológica da pasta, Fabiano dos Anjos, durante a coletiva de imprensa para divulgar as ações de combate à pandemia. Tanto Fabiano quanto o secretário, o Manoel Pafiadache, destacaram que os números de contaminados começam a cair, mas que o comportamento durante a data comemorativa será decisivo para esse cenário.

"Há um recuo tanto no número de casos quanto na transmissão [do vírus]. Porém, deve-se ressaltar que o Carnaval é um evento que pode trazer significativamente, nos próximos dias, algum aumento. Espera-se que a gente passe por esse momento para observar de fato a queda significativa no números de casos no DF", afirmou o diretor de Vigilância Epidemiológica.

Fabiano lembrou que a pasta anunciou com antecedência a explosão de casos de Covid-19 que ocorreu entre janeiro e a primeira metade de fevereiro. Ele pediu que, no Carnaval, a população evite aglomerações e use máscara e álcool em gel para minimizar as chances de contaminação do vírus.

"É necessário adotar medidas não farmacológicas, evitar as aglomerações e observarmos através desse período que vai haver um possível aumento ou incremento no número de casos”, afirmou.

Força-tarefa contra festas

Pafiadache começou a coletiva destacando que a Secretaria de Saúde integrará a força-tarefa do governo do DF que vai fiscalizar e fechar festas de carnaval clandestinas na capital federal. As equipes serão compostas por agentes da Polícia Militar, da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros Militar, do Detran-DF, do DER-DF (Departamento de Estradas e Rodagem do Distrito Federal), do DF Legal, do Ibram (Instituto Brasília Ambiental), do Procon-DF, da Vigilância Sanitária, da Subsecretaria de Vigilância à Saúde e da Secretaria de Mobilidade.

"Estamos entrando no período de recesso do Carnaval. Não temos atividades na área pública no Carnaval em Brasília. Sempre com os cuidados e a ideia de não haver aglomeração para que não haja aumento da contaminação. Vamos participar de uma força-tarefa do GDF com outras secretarias para que a gente possa fazer uma vigilância para que não haja movimento que possa trazer aumento da contaminação”, afirmou Pafiadache.

O secretário destacou que a taxa de transmissão (RT) da Covid-19 está em 0,8, o que significa que cada 100 contaminados passam a doença para outros 80. O indicador mede a possibilidade de a pandemia estar sob controle. Quando o valor é abaixo de 1, a contaminação está em queda. Quando está acima, há risco de descontrole.

"Nosso RT vem caindo ao longo dos dias. A pressão sobre os leitos também está caindo. Hoje, estamos com 18.568 pessoas transmitindo no território. Semana passada, tivemos mais de 56 mil. Quero caracterizar que a pandemia está diminuindo aqui no DF. Mas é importante que se continuem as medidas não farmacológicas, como uso de máscara, álcool gel e distanciamento social", pediu.

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