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Senador diz que governo federal limita resgate de brasileiros em Israel: ‘Posição hostil’

Presidente do Grupo Parlamentar Brasil-Israel se reuniu com vice-ministra israelense nesta quarta-feira (18) e destacou papel da cooperação entre os países

Brasília|Do R7, em Brasília

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Senador agradeceu apoio de Israel na retirada de brasileiros do país Reprodução/Instagram (@carlosviana)

O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente do Grupo Parlamentar Brasil-Israel, criticou a postura do governo federal diante do conflito no Oriente Médio.

A declaração veio após reunião, por videoconferência, com a vice-ministra de Relações Exteriores de Israel, Sharren Haskel, nesta quarta-feira (18).


O parlamentar também agradeceu o apoio do governo de Benjamin Netanyahu na operação de resgate de autoridades brasileiras que se encontravam em território israelense.

Viana afirmou que a posição adotada pelo Brasil foi percebida como hostil pelo governo de Israel, o que dificultou a atuação do Itamaraty nas negociações para a retirada de brasileiros.


“Foi uma ação rápida e essencial. Agradeço imensamente à vice-ministra Sharren Haskel e ao governo de Israel por todo o empenho e sensibilidade com a situação dos nossos compatriotas”, declarou após o encontro.

Segundo ele, o próximo passo será organizar uma nova operação para retirar cidadãos brasileiros que estão em Israel a turismo ou que residem no país, mas desejam retornar ao Brasil.


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Colaboração e entraves

A operação de retirada das comitivas brasileiras contou com a participação direta do governo de Israel, da embaixada israelense no Brasil e do Grupo Parlamentar Brasil–Israel.

Conforme o senador, o posicionamento do governo brasileiro diante do atual conflito dificultou o processo.


“A posição política adotada pelo Brasil é vista como hostil pelo governo israelense. Isso limitou muito a atuação do Itamaraty nas negociações”, afirmou.

No último sábado (14), o grupo parlamentar publicou uma nota oficial expressando indignação com a resposta do governo brasileiro ao ataque promovido pelo Irã contra Israel.

“Mais uma vez, o Brasil escolhe se alinhar aos que disseminam o terror, em vez de se posicionar firmemente ao lado das nações livres e democráticas”, dizia o texto, assinado por Viana.

A declaração integra uma série de manifestações do senador em defesa da aproximação diplomática entre Brasil e Israel e de críticas à política externa brasileira sob o atual governo.

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