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STF julga nesta quarta se eleição para mandato-tampão no RJ será direta ou indireta

Supremo já tinha formado maioria no plenário virtual para que eleição fosse indireta, mas julgamento será reiniciado do zero

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O STF decidirá sobre a eleição para um governador-tampão no Rio de Janeiro, se será direta ou indireta.
  • Isso ocorre após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro por acusações de abuso de poder.
  • Os ministros do STF estão divididos em relação à forma de escolha, com defensores de ambos os lados.
  • A PGR defende que a eleição direta é essencial, visto que a vacância ocorreu por motivo eleitoral.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ministro Cristiano Zanin
Julgamento será feito no plenário presencial por decisão de Cristiano Zanin Rosinei Coutinho/STF - 26.3.2026

O STF (Supremo Tribunal Federal) vai decidir nesta quarta-feira (8) como deve ser feita a eleição para a escolha de um governador-tampão no Rio de Janeiro até o fim de 2026.

Os ministros vão definir se a eleição será direta (mediante voto dos eleitores) ou indireta (por escolha dos deputados estaduais).


A movimentação ocorre após o ex-governador Cláudio Castro deixar o cargo um dia antes de ser condenado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por abuso de poder político e econômico na eleição de 2022, acusações que ele nega.

Caso o STF opte pelo voto popular, isso vai forçar os eleitores do estado a irem às urnas antes das eleições de outubro.


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O caso será analisado no plenário presencial por decisão do ministro Cristiano Zanin, que suspendeu um julgamento anterior sobre o tema que ocorria no plenário virtual e já tinha maioria de votos para determinar que a eleição fosse indireta e com voto secreto.

Zanin, contudo, pediu destaque nesse julgamento. Com isso, a votação será reiniciada do zero no plenário físico. Além disso, em decisão provisória tomada em outra ação, ele suspendeu a realização de uma votação indireta pela Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).


Defenderam a realização de eleições indiretas os ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia, Nunes Marques, André Mendonça, Dias Toffoli e Edson Fachin.

Já os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin foram a favor de eleição direta, com voto popular.


PGR quer eleições diretas

A PGR (Procuradoria-Geral da República) enviou ao STF uma manifestação na qual defende que seja feita uma eleição direta para definir o mandato-tampão no Rio de Janeiro.

Para o vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, a renúncia de Cláudio Castro na véspera do julgamento no TSE foi uma tentativa de fraudar a lei para forçar uma eleição indireta, o que violaria precedentes do STF.

No entendimento da PGR, como a vacância no cargo de governador foi por um motivo eleitoral e ocorreu a mais de seis meses do fim do mandato, a soberania popular deve ser exercida pelo voto direto.

Atualmente não há linha sucessória no Rio de Janeiro, pois o ex-vice-governador Thiago Pampolha (MDB) deixou o cargo para assumir uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado, e o presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), Rodrigo Bacellar (União), está preso e afastado das funções.

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