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STF julga ‘uberização’ dos aplicativos e conduta de agentes públicos nesta quarta

Como haverá o jogo do Brasil, a sessão não terá intervalo e deve ocorrer até as 17h

Brasília|Do R7, em Brasília

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Mais de 10 mil processos no Brasil estão travados e podem mudar de rumo com a decisão do STF Rosinei Coutinho/STF - 23.10.2025

Na última semana antes do recesso do Judiciário, o STF (Supremo Tribunal Federal) vai se debruçar sobre assuntos que prometem redefinir tanto o cenário das relações trabalhistas na era digital quanto o rigor na cobrança de condutas de gestores públicos.

Nos debates do Plenário, estão duas matérias de impacto social e econômico: a “uberização” e as recentes mudanças na Lei de Improbidade Administrativa.


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Em relação à legislação que trata da improbidade, os ministros analisarão uma série de contestações feitas às recentes alterações na regra. Uma delas é a obrigatoriedade da comprovação de dolo, ou seja, a intenção deliberada do agente público, para que a improbidade seja configurada.

Além disso, a Corte vai avaliar a redução do rol de condutas passíveis de punição, o abrandamento das penalidades aplicadas, o encurtamento dos prazos de prescrição e as novas regras para a suspensão de direitos políticos decorrentes desses atos.


Ao todo, a pauta reúne quatro ações e recursos que redefinem o combate à corrupção no país.

Uberização

O julgamento sobre o vínculo de emprego de motoristas e entregadores de plataformas digitais é o item mais aguardado do ano.


Entretanto, como haverá o jogo do Brasil, a sessão do STF não terá intervalo e deverá ocorrer até as 17h. Assim, existe a possibilidade de a uberização não entrar em julgamento.

O processo, iniciado no ano passado e suspenso após as sustentações orais, avaliará se as decisões da Justiça do Trabalho, que frequentemente reconhecem o vínculo formal via CLT para esses profissionais, violam os precedentes do próprio STF que validam a terceirização e o livre mercado.


No caso, associações de motoristas e defensores dos direitos trabalhistas argumentam que o modelo atual gera precarização, jornadas exaustivas e ausência de rede de proteção social, como auxílio-doença e aposentadoria.

Do outro lado, plataformas defendem que a relação é de parceria autônoma, pautada pela flexibilidade de horários, e alertam que a obrigatoriedade da CLT inviabilizaria o modelo de negócios, impactando o bolso do consumidor e a renda de milhões de brasileiros.

Mais de 10 mil processos semelhantes que correm pelo país estão travados e podem mudar de curso com a palavra final do STF.

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