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André Mendonça autoriza investigação sobre filme de Bolsonaro

PF vai apurar o repasse de recursos de Vorcaro para a realização do longa ‘Dark Horse’ e rastrear o caminho do dinheiro

Brasília|Amanda Garcia, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Flávio Bolsonaro publica vídeo de pré-campanha reforçando sua associação com o pai, Jair Bolsonaro.
  • No vídeo, Flávio destaca sua responsabilidade como filho mais velho do ex-presidente e convoca o eleitor bolsonarista.
  • O vídeo é lançado em meio a crises na pré-campanha, incluindo alegações sobre fraudes eleitorais e questões fiscais.
  • Adversários políticos relembram ações semelhantes de Jair Bolsonaro que resultaram em sua inelegibilidade.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O ministro André Mendonça, do STF, é o relator do caso envolvendo o filme Dark Horse Reprodução/Instagram- @therealjimcaviezel - 07.05.2026

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça autorizou, nesta quinta-feira (23), a abertura de um inquérito pela Polícia Federal para investigar a origem dos recursos usados no financiamento do filmeDark Horse”. A informação foi confirmada pela equipe do R7.

O longa aborda a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).


Em maio, o The Intercept Brasil divulgou áudios em que o senador e pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro (RJ), pede dinheiro ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para a produção da obra.

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Segundo a publicação, o banqueiro teria disponibilizado cerca de R$ 60 milhões.


Agora, a Polícia Federal poderá confirmar se a quantia equivale à informada e rastrear o caminho percorrido pelo dinheiro.

Ainda de acordo com a reportagem, o montante disponibilizado por Vorcaro foi enviado a um fundo nos Estados Unidos por meio da Entre Investimentos e Participações, empresa já suspeita no caso Master.


Processo no STF

Em junho, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) enviou uma petição ao STF afirmando haver indícios de irregularidades no financiamento do filme. Segundo o parlamentar, o aporte milionário não foi recebido pela produtora responsável pela obra. Para Lindbergh, as divergências sobre a origem, o repasse e o destino do dinheiro exigiam apuração.

Na petição, o deputado sustentou que os valores poderiam estar relacionados a crimes como lavagem de dinheiro, financiamento político irregular, ocultação patrimonial e associação criminosa.


Ele pediu, então, ao Supremo que investigasse a movimentação dos recursos, identificasse quem recebeu ou intermediou as quantias e verificasse a eventual participação de Flávio, Eduardo e Jair Bolsonaro.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou favoravelmente à abertura das investigações, mas entendeu que o caso não deveria ficar com o ministro Alexandre de Moraes, como solicitava Lindbergh.

Em parecer, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que os fatos guardavam relação com procedimentos sobre Banco Master sob relatoria de André Mendonça.

O entendimento foi acolhido pelo STF, que redistribuiu o processo ao ministro, responsável por autorizar a abertura do inquérito nesta quinta-feira.

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