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STF passa julgamento de recursos de big techs sobre redes sociais para o plenário físico

Análise estava prevista para começar nesta sexta-feira, no plenário virtual; ainda não há nova data

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O STF transferiu para o julgamento presencial os recursos das big techs contra a decisão que amplia a responsabilização das redes sociais por conteúdos ilícitos.
  • Empresas como Google e Meta contestam a decisão do STF que permite responsabilização civil sem ordem judicial prévia, após notificação extrajudicial.
  • Senadores articulam-se para derrubar decretos do governo que alteram a regulamentação do Marco Civil da Internet, alegando possível censura.
  • Consultoria jurídica do Senado analisa se os decretos presidenciais ultrapassaram as prerrogativas do Poder Executivo federal.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Em votações presenciais, os ministros podem debater o tema durante a sessão Antonio Augusto/STF - 20.05.2026

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu transferir para o presencial o julgamento dos recursos apresentados por empresas de tecnologia contra a decisão da Corte que ampliou a responsabilização das redes sociais por conteúdos ilícitos publicados por usuários.

A análise estava prevista para começar nesta sexta-feira (29), no plenário virtual. Ainda não há nova data. Em votação presencial, os ministros podem debater o tema durante a sessão, enquanto na virtual os votos são registrados no sistema eletrônico da Corte.

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Empresas como Google e Meta, dona do Facebook, contestam entendimento do Supremo de junho do ano passado, quando os ministros consideraram parcialmente inconstitucional um dispositivo do Marco Civil da Internet.

A decisão passou a permitir que as plataformas sejam responsabilizadas civilmente caso deixem de remover conteúdos ilegais após notificação extrajudicial, sem necessidade de ordem judicial prévia.

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Nos embargos de declaração apresentados ao STF, as empresas alegam haver “omissões” e “obscuridades” na tese fixada pela Corte. A Meta argumenta que a decisão criou um “novo regime de responsabilidade civil” para plataformas digitais e pede que a tese mencione apenas conteúdos “manifestamente” ilícitos ou criminosos, para evitar risco de censura ou remoções indevidas.

Já o Google afirma que a redação aprovada pelo STF pode provocar interpretações divergentes nos tribunais inferiores e solicita parâmetros mais objetivos sobre em que casos a responsabilidade recai sobre as plataformas.

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Senadores avaliam suspender decretos sobre Marco Civil

A discussão ocorre em meio a uma articulação de senadores para derrubar medidas adotadas pelo governo federal. Na última quarta-feira (20), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou decretos que alteram a regulamentação do Marco Civil para adequá-lo à decisão do STF no que tange à responsabilização das plataformas digitais.

Os dispositivos estabelecem diretrizes para proteção de mulheres e enfrentamento à violência online e preveem a obrigatoriedade de canais de denúncia, representante legal no Brasil e possibilidade de remoção de conteúdos criminosos sem decisão judicial.

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A consultoria jurídica do Senado recebeu pedido para analisar se os decretos ultrapassaram as prerrogativas do Poder Executivo federal. O Legislativo pode cancelar um decreto presidencial se o ato normativo em questão ultrapassar o chamado poder regulamentar.

Há pelo menos seis PDLs (Projetos de Decreto Legislativo) apresentados para reverter as medidas. Os senadores Magno Malta (PL-ES) e Esperidião Amin (PP-SC) estão entre os que apresentaram os pedidos.

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