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Sucesso de novo plano industrial depende de implementação eficaz, diz sindicato de micro empresas

Plano, batizado de Nova Indústria Brasil, prevê investimento de ao menos R$ 300 bilhões até 2026

Brasília|Do R7, em Brasília

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Iniciativa foi lançada em 22 de janeiro
Iniciativa foi lançada em 22 de janeiro José Paulo Lacerda/CNI

O novo plano industrial apresentado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem potencial de "estimular o desenvolvimento produtivo e tecnológico e fortalecer a competitividade do setor", defende o Sindicato da Micro e Pequena Indústria (Simpi). No entanto, para alcançar os objetivos definidos, a proposta — construída pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin — precisa ser "implementada com eficácia".

O plano, batizado de Nova Indústria Brasil, prevê investimento de R$ 300 bilhões até 2026. A iniciativa, lançada em 22 de janeiro, define metas a serem implementadas até 2033.


O presidente do Simpi, Joseph Couri, elogia a política. "A nova medida traz também o componente de participação produtiva nacional localizada, o que significa muito mais micro, pequenas e médias empresas, produzindo peças, componentes, subconjuntos para os produtos finais, ou seja, nacionalização e fortalecimento do mercado interno", avalia.

Para ele, a nova política tem potencial de alavancar toda a classe produtiva do país. Essa medida conta com o nosso integral apoio e esperamos que ela chegue na ponta tal qual foi desenhada", continua.


Em nota, o Simpi destacou as principais propostas do programa, como a meta de aumentar a participação do setor agroindustrial no PIB agropecuário de 23% para 50%. "Esse crescimento não apenas fortalecerá a economia, mas também contribuirá para a segurança alimentar da população. Da mesma forma, a ampliação da mecanização dos estabelecimentos de agricultura familiar e a garantia de 95% do mercado de máquinas com produção nacional evidenciam o compromisso com a valorização do setor agrícola", defendeu a associação.

Entenda

A nova política prevê linhas de crédito especiais, recursos não reembolsáveis, ações regulatórias e de propriedade intelectual, obras e compras públicas. Alckmin afirmou que a iniciativa é um "compromisso do governo com a nova indústria inovadora, sustentável, com descarbonização, exportadora e competitiva".


O investimento será gerenciado pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). Parte do valor a ser investido foi anunciado pelo CNDI em julho de 2023, e outros R$ 194 bilhões foram adicionados à política.

O CNDI foi responsável pela construção da medida, feita ao longo do segundo semestre do ano passado. O grupo é formado por 20 ministérios e também pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e por 21 entidades representativas da sociedade civil, do setor produtivo e dos trabalhadores.


A produção industrial brasileira voltou a ganhar força em novembro de 2023, ao crescer 0,5%, na série com ajuste sazonal. O indicador continua 0,9% abaixo do patamar pré-pandemia. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação a novembro de 2022, a produção subiu 1,3%. No acumulado de 2023, a alta é de 0,1%. Portanto, o setor segue "andando de lado", não apresentando avanços significativos nos últimos anos.

O programa lançado pelo governo é dividido em seis partes — cadeias agroindustriais sustentáveis e digitais para a segurança alimentar, nutricional e energética; complexo econômico industrial da saúde; infraestrutura, saneamento, moradia e mobilidade sustentáveis; transformação digital da indústria; bioeconomia, descarbonização e transição energética; e tecnologias de interesse para a soberania e defesa nacionais.

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