Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

‘Reduzir a maioridade penal não é a melhor resposta para a violência’, diz coordenadora da OAB-SP

População vê jovens infratores e ‘age como se ele fosse a cabeça por trás do crime’, analisa Ana Freitas

Brasília|Do R7, com RECORD NEWS

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Câmara dos Deputados está analisando uma proposta para reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos no Brasil.
  • A coordenadora Ana Freitas, da OAB/SP, se opõe à medida, argumentando que ela não controla o crime e sobrecarrega o sistema prisional.
  • A responsabilidade dos crimes deve recair sobre os adultos que planejam as ações, não sobre os adolescentes.
  • Programas socioeducativos são considerados mais eficazes para jovens em desenvolvimento do que a redução da maioridade penal.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Para analisar a proposta de emenda à Constituição que visa reduzir a maioridade penal de 18 para 16 no Brasil, a Câmara dos Deputados instalou uma comissão especial nesta quarta-feira (12). Só depois de a sugestão ser debatida é que ela deve seguir ao plenário. Caso aprovada pela Câmara, ela ainda precisaria ser votada no Senado.

A coordenadora socioeducativa da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Ordem dos Advogados do Brasil/São Paulo), Ana Freitas, torce para que a medida não siga adiante: “Reduzir a maioridade penal não é a melhor resposta para a violência”. Ela cita que nenhum país que instaurou a política conseguiu controlar o crime e que a medida acaba por lotar ainda mais o sistema prisional.


Para ela, o caminho correto envolve responsabilizar os adultos que planejam as ações: “É sempre reforçada negativamente a participação do adolescente, retirando, muitas vezes, a responsabilidade dos adultos. [...] Então a gente esquece esse fator e age como se ele fosse a cabeça por trás do crime”.

Com os jovens ainda desenvolvendo a própria personalidade, Ana argumenta que programas socioeducativos são a melhor opção: “Diferente do que a gente escuta por aí, de que um adolescente pratica um crime hoje, sai da delegacia, vai para casa e depois, no dia seguinte, está praticando outro crime, é mentira”. Segundo ela, os sistemas são melhores do que um cenário que não funciona nem para adultos nem para crianças.

Search Box

Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.