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Caso Master: audiência no STF sobre empréstimo ao BRB termina sem acordo

Diante da ausência de consenso, o ministro Luiz Fux deve conceder novos prazos para as equipes técnicas

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A audiência no STF sobre o empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao BRB terminou sem acordo.
  • Representantes do GDF, Ministério da Fazenda, Banco Central, AGU e FGC divergiram sobre garantias financeiras.
  • O ministro Luiz Fux deve conceder novos prazos para que as equipes técnicas apresentem propostas alternativas.
  • A liberação do montante está suspensa até que se chegue a um consenso entre reguladores e credores.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Relator do processo, o ministro Luiz Fux destacou que a mediação segue ativa Rosinei Coutinho/STF - Arquivo

A nova rodada da audiência de conciliação realizada no STF (Supremo Tribunal Federal) para destravar uma operação de crédito de R$ 6,6 bilhões para o socorro e preservação da liquidez do BRB (Banco de Brasília) terminou sem avanços.

Nesta quinta-feira (13), representantes do GDF (Governo do Distrito Federal), do Ministério da Fazenda, do BC (Banco Central), da AGU (Advocacia-Geral da União) e do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) se reuniram e mostraram divergências em relação às garantias financeiras.


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Relator do processo, o ministro Luiz Fux disse que a mediação segue ativa. Após se dizer “bem informado” sobre as propostas em debate, o magistrado questionou os participantes sobre o interesse de manterem as tratativas no STF.

“Eu me considero bem informado pelas partes nessa mediação, e como faz parte, antes de uma última pergunta, ainda é útil prosseguir nessas tratativas para tentar solucionar?”, questionou o magistrado.


O agravamento da situação financeira do BRB está diretamente vinculado às perdas decorrentes de operações atreladas ao Banco Master, alvo de investigações sobre gestão temerária e irregularidades em transações no mercado de crédito.

Além do impacto direto na solvência do banco público, a autoridade monetária e a equipe econômica monitoram com preocupação o risco de contágio sobre a custódia de cerca de R$ 30 bilhões em depósitos judiciais geridos pela instituição.


Diante da ausência de consenso, o ministro Luiz Fux deve conceder novos prazos para que as equipes técnicas do Ministério da Fazenda, da Procuradoria do DF e dos bancos integrantes da mesa de negociação apresentem propostas alternativas ou ajustem a modelagem de garantias.

Até que haja um desenho aceito de forma unânime por reguladores e credores, a liberação do montante permanecerá suspensa.

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