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Tarifaço dos EUA assume contexto político eleitoral por oportunismo, diz ministro

Márcio Elias Rosa condenou as tarifas propostas pelos norte-americanos e afirmou que o Brasil continuará negociando

Agência Estado

Brasília|Do R7, com Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O ministro Márcio Elias Rosa criticou o contexto político-eleitoral do tarifaço dos EUA, considerando-o oportunista.
  • O governo brasileiro negocia com frieza para evitar novas tarifas dos EUA, consideradas injustas.
  • O Brasil não enviará representantes para a audiência nos EUA sobre novas tarifas, mas participa de reuniões bilaterais.
  • O programa Brasil Soberano garante recursos para apoiar indústrias afetadas pelas tarifas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ministro classificou tarifas impostas pelos EUA como uma 'situação absurdamente injusta' Reuters/Evelyn Hockstein

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta quarta-feira (24) que o tarifaço dos EUA assume contexto político-eleitoral por oportunismo, mas que o governo segue negociando com frieza para evitar nova rodada de tarifas. A declaração foi realizada durante participação no programa Bom dia, ministro, da EBC (Empresa Brasil de Comunicação).

“Infelizmente e lamentavelmente, esse tema, que deveria ser um tema tratado apenas na mesa como uma pauta comercial, às vezes assume outros contornos, como você mencionou, de natureza política, eleitoral, num oportunismo que eu confesso me surpreende sempre, me deixa sempre muito atônito”, afirmou o ministro.


Sobre a possível nova tarifa dos EUA, que pode somar 37,5% (uma tarifa de 25% mais outra de 12,5%), ele avaliou que se trata de uma taxa absolutamente injusta, mas que o governo vai seguir negociando com frieza.

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Ele também destacou que o governo participa de reuniões bilaterais com os EUA, mas que é a sociedade civil quem participa da audiência pública.


O governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não vai enviar representantes do corpo diplomático e comercial para a audiência do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, em 6 de julho, que vai discutir a adoção de novas tarifas contra produtos brasileiros.

“Situação absurdamente injusta, do ponto de vista comercial, absolutamente agressiva do ponto de vista da soberania, que o Brasil obviamente não aceita, mas continua negociando com muita técnica, com muita frieza, continua negociando”, declarou.


Brasil Soberano

O ministro garantiu ainda que o programa Brasil Soberano, que oferece crédito e socorro às indústrias atingidas pelas tarifas, sempre terá recursos disponíveis para ajudar as empresas brasileiras.

“Não falta ao presidente Lula a consciência de que nós precisamos estar ao lado do setor privado para enfrentar os adversários e os incidentes que ocorrem nessa geopolítica moderna”, completou.


Por fim, Elias Rosa disse que há pessoas que incentivam os EUA a causar danos à soberania brasileira. Para ele, tal postura seria uma “tragédia” e configuraria “traição”.

“Veja se tem cabimento o governo norte-americano falar que o desafio para ele é a eleição no Brasil, e ter brasileiro que celebra isso, festeja isso. Não é possível, isso é uma tragédia do ponto de vista histórico e uma traição do ponto de vista político”, finalizou o ministro.

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