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Toffoli se declara suspeito em julgamento no STF sobre prisão do ex-presidente do BRB

Costa foi preso na manhã do dia 16 de abril pela Polícia Federal, em Brasília, após determinação do ministro André Mendonça

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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Em março, Toffoli havia se declarado suspeito para analisar a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master Rosinei Coutinho/STF - Arquivo

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli se declarou suspeito para participar do julgamento na Segunda Turma que decidirá se mantém ou anula a decisão do ministro André Mendonça que determinou a prisão do ex-presidente do BRB (Banco Regional de Brasília) Paulo Henrique Costa.

Até o momento, o placar está 2 a 0 para a manutenção da prisão de Costa. O ministro Luiz Fux e o relator André Mendonça votaram a favor. Além de Mendonça e Fux, fazem parte da Segunda Turma os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Nunes Marques.

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O plenário virtual da Segunda Turma analisa o caso entre os dias 22 e 24 de abril. Na modalidade virtual, os ministros não discutem, apenas apresentam seus votos. Se houver pedido de vista, o julgamento será suspenso. Caso haja um pedido de destaque, o caso é levado ao plenário físico.

Em março, Toffoli havia se declarado suspeito para analisar a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Toffoli deixou a relatoria de processos relacionados ao Banco Master após o avanço de investigações da Polícia Federal, que encontraram menções ao nome do ministro em documentos localizados no celular de Vorcaro.

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Costa foi preso na manhã do dia 16 de abril pela Polícia Federal, em Brasília, após determinação do ministro André Mendonça.

A medida ocorreu em meio à nova fase da Operação Compliance Zero, que apura um esquema de lavagem de dinheiro para pagamento de propina a agentes públicos.

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Segundo a PF, a suspeita é de que Costa tenha recebido ao menos seis imóveis de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master — dois em Brasília e quatro em São Paulo —, avaliados em R$ 146,5 milhões, como forma de propina para facilitar as negociações entre os dois bancos.

Além de Costa, o advogado Daniel Lopes Monteiro, que representou o Banco Master em negociações, foi preso durante a operação na quinta-feira. Os policiais federais ainda cumpriram sete mandados de busca e apreensão, no Distrito Federal e em São Paulo.

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