TSE nega ataque hacker em filiação de Flávio Bolsonaro ao Missão
Corte aponta uso indevido de senha por representante cadastrado do partido e aciona Procuradoria para apurar suspeita de fraude
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O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) informou que a filiação do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema, mas sim de uso indevido da ferramenta por alguém com credenciais da legenda para efetivar filiações.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, enviou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral para providências e determinou a instauração de um inquérito pela Polícia Judiciária.
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O Partido Liberal, por sua vez, protocolou um pedido de cancelamento do registro no Missão, que já está sob análise.
Segundo o R7 apurou, a pessoa responsável pela inclusão do senador no sistema terá de justificar sua conduta e pode responder criminalmente.
Regras da filiação
Os partidos têm representantes autorizados pelo TSE para atualizar suas listas de filiados. Cabe às próprias legendas informar à Justiça Eleitoral as mudanças em seus quadros.
No caso de Flávio, o registro de filiação ao Missão foi feito por um representante da legenda que tinha autorização para atualizar as informações junto à Corte. O partido afirma, no entanto, que o caso foi uma tentativa de fraude.
Risco à candidatura
A informação ocorre a dois dias do prazo final para que os partidos apresentem à Justiça Eleitoral os pedidos de registro das candidaturas.
Flávio Bolsonaro ainda não oficializou ao TSE a sua candidatura à Presidência, e a mudança na filiação partidária pode atrapalhar esse processo.
Até a publicação desta reportagem, seis candidatos tinham registrado suas candidaturas: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Hertz Dias (PSTU), Samara Martins (UP) e Wilson Grassi (Democrata).
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