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Valdemar diz que vai recorrer de multa de R$ 22,9 milhões: 'Como fazer política desse jeito?'

Presidente do PL criticou o ministro Alexandre de Moraes, do Tribunal Superior Eleitoral, em vídeo divulgado nas redes sociais

Brasília|Plínio Aguiar e Hellen Leite, do R7, em Brasília

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O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, durante evento público
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, durante evento público

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, informou nesta quinta-feira (15) que vai recorrer da decisão do plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que manteve a aplicação da multa de R$22 milhõesà legenda por litigância de má-fé após a sigla ter solicitado que os votos do segundo turno das eleições em urnas de modelos anteriores a 2020 fossem desconsiderados.

"Eu fiquei surpreso porque não vão liberar nossas contas. Inclusive, o ministro Alexandre falou até em extinção do partido. Isso não tem como dar certo. Tudo que é feito de maneira errada dá errado. É só esperar para ver. Não tem jeito de dar certo. Todas as pessoas que agem desse jeito não têm como ter sucesso", disse Valdemar em vídeo divulgado nas redes sociais.

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Mais cedo, o TSE negou, por unanimidade, revogar a condenação do PL e manteve a multa de R$ 22.991.544,60. A pena foi determinada pelo presidente da corte, o ministro Alexandre de Moraes.

A corte negou ainda o pedido do PL para parcelar o valor, ficando vencido, apenas neste ponto, o ministro Raul Araújo. Ao divergir sobre a possibilidade de parcelamento, Araújo destacou que o bloqueio dos recursos deveria se restringir a 30% dos valores do Fundo Partidário, até que a legenda pagasse integralmente a multa, para não prejudicar a normalidade das atividades partidárias.

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No vídeo, Valdemar parabeniza o ministro Araújo. "Foi muito corajoso e falou o que deveria ser feito, de liberar nossos recursos, recursos próprios, que nós arrecadamos. Não é dinheiro público. É o fundo partidário, para pagar nossos funcionários, e temos funcionários que recebem pelos recursos próprios, quer dizer, não liberaram nosso dinheiro, bloquearam nosso dinheiro também. Como fazer política desse jeito?", completou.

Operação

O presidente do PL também criticou a operação realizada nesta quinta-feira (15) pela Polícia Federal por envolvimento na organização de atos antidemocráticos. A medida foi determinada pelo ministro Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

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"Fiquei supresso também com a posição do ministro Alexandre de mandar a PF atrás desse pessoal que está protestando na rua. Protestando a favor do Bolsonaro. Essas famílias que estão nos prestigiando, apoiando um segmento, têm todo nosso apoio", disse Valdemar.

"Só não tem o nosso apoio quem faz coisa errada. Nós não queremos que ninguém impeça estrada, ruas. Nós queremos o nosso povo, que está acampado, são só pessoas de bem, gente de respeito, são famílias. E esse segmento de direita veio para ficar", acrescentou.

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Ainda no vídeo, o dirigente do PL agradeceu aos manifestantes que estão nas ruas. "Continuem na luta. Bolsonaro não vai decepcionar ninguém. Continuem na luta. O Bolsonaro é um grande líder, que veio para ficar também. Nós vamos estar revendo essas situações, entrando com recursos, e tenho certeza que no fim vai dar tudo certo."

Valdemar destacou ainda que o "nosso pessoal todo anda dentro da lei" e que a legenda desprestigia "quem anda fora da lei". "Mas esse pessoal não é nosso, não faz parte do nosso trabalho, do nosso segmento de direita."

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Investigação

Valdemar também falou sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL), dois filhos dele — o deputado Eduardo Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) — e o ministro da Casa Civil, Walter Braga Netto, terem se tornado alvo de uma investigação no TSE nesta quarta-feira (14) por terem, supostamente, promovido ataques contra as eleições brasileiras.

A Justiça Eleitoral aceitou abrir investigação também contra a deputada Carla Zambelli (PL-SP) e a deputada Bia Kicis (PL-DF), além do deputado eleito Nikolas Ferreira de Oliveira (PL-MG), do deputado eleito Gustavo Gayer Machado de Araújo (PL-GO) e do senador eleito Magno Malta (PL-ES).

"Ontem fui surpreendido pela aceitação de um processo contra os nossos deputados, os senadores, no Tribunal Superior Eleitoral. Aceitaram na hora o processo contra eles, pelo que eles falaram. A Constituição é clara: o deputado e o senador têm autonomia para falar o que bem entenderem, desde que não esteja fazendo mal. Estão defendendo as posições deles. E isso nós vamos lutar até o final. Porque o que é feito de maneira errada não pode dar certo", disse Valdemar.

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