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Após massacre, Moro anuncia envio de força-tarefa para atuar no Pará

Homens irão atuar, pelo período 30 dias, em atividades de guarda, vigilância e custódia de presos. Estado registrou maior ataque em presídio neste ano

Cidades|Plínio Aguiar, do R7

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Após chacina, Moro anuncia envio de força-tarefa para atuar no Pará
Após chacina, Moro anuncia envio de força-tarefa para atuar no Pará

Após o Pará registrar o maior massacre em presídios deste ano, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, autorizou, nesta terça-feira (30), a atuação de força-tarefa de intervenção penitenciária por 30 dias no Estado.

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Chamada de FTIP (Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária), a ação, coordenada pelo Depen (Departamento Penitenciário Nacional), irá atuar em atividades de guarda, vigilância e custódia de presos. A operação terá o apoio logístico dos órgãos de administração penitenciária e segurança pública do Pará.

"Há ainda presídios naquele Estado que serão brevemente finalizados, melhorando o cenário. Vamos ajudar", afirmou Moro em uma rede social.


O órgão não informou o número de profissionais disponibilizados pelo Ministério, mas disse que irá obedecer ao planejamento definido pelos envolvidos na operação. "Por questões de segurança, não são informados detalhes sobre efetivo".

Segundo o ministro, a decisão atende o pedido do governador do Pará, Helder Barbalho (MDB). A portaria n° 676 será publicada no DOU (Diário Oficial da União) nesta quarta-feira (31).


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Massacre em Altamira

Uma briga entre facções criminosasa abrigadas no Centro de Recuperação Regional de Altamira, no Pará, resultou em 57 mortes de detentos, na segunda-feira (29). Desses, 16 foram encontrados decapitados.


O massacre ocorreu no início da manhã, por volta de 7h, na hora da destranca. Internos do bloco A, onde estão custodiados presos de uma organização criminal, invadiram o anexo onde estão internos de um grupo rival. Durante a ação, dois agentes prisionais foram feitos reféns, mas foram liberados após negociação que contou com a presença de forças de segurança e o MP (Ministério Público).

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Superlotação

O governo do Pará, sob gestão do governador Helder Barbalho (MDB), negou que haja superlotação no Centro de Recuperação de Altamira. O local, segundo o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), possui 180 presos a mais do que a capacidade.

De acordo com relatório do CNJ, publicada nesta segunda (29), a unidade abriga 343 presos do sexo masculino, e possui capacidade de 163 vagas – desta forma, o local aloca 180 presos a mais do que o permitido. Já os agentes penitenciários, no entanto, somam 33. “O quantitativo de agentes é reduzido frente ao número de internos custodiados o qual já está em vias de ultrapassar o dobro da capacidade projetada”, informou o conselho.

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Entre os presos, 308 cumprem pena em regime fechado e outros 35, semiaberto. O Centro de Altamira, no entanto, não tem área separada para abrigá-los. Por causa da situação, alguns detentos chegam a receber autorização para dormir em casa.

Em nota, a Susipe (Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará) informou que “não há superlotação carcerária na unidade, mas estamos aguardando a entrega de uma nova prisão pela Norte Energia, que deve ficar pronta até dezembro”.

O governo do Pará diz, no entanto, que o Centro de Recuperação Regional abriga 311 presos.

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