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Combate à violência contra a mulher esbarra em desigualdades regionais, diz especialista

‘O feminicídio é uma tragédia anunciada e pode ser evitado’, afirma Isabella Pedersoli

Cidades|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Ministério da Justiça anunciou uma queda de quase 15% nos casos de feminicídio no segundo trimestre de 2026, com 341 vítimas.
  • Apesar da redução geral, estados como Goiás, Sergipe e Amazonas registraram aumento nos casos de feminicídio.
  • Isabella Pedersoli destacou a desigualdade no apoio a mulheres em áreas rurais e a necessidade de delegacias de mulheres funcionarem 24 horas.
  • A especialista enfatizou a importância da integração de dados entre setores para a efetiva construção de políticas públicas contra a violência.

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O Ministério da Justiça apresentou na quarta (29) números que mostram uma queda de quase 15% dos casos de feminicídio no segundo trimestre de 2026. Segundo o levantamento, 400 mulheres foram vítimas entre janeiro e março deste ano. Já no segundo trimestre, o número caiu para 341. Segundo o governo, a redução acontece devido à integração entre forças de segurança, rede de proteção e canais de denúncia.

Apesar da queda, o número de vítimas ainda preocupa. Em Goiás, os casos cresceram mais de 110%. Em seguida, aparecem os estados de Sergipe e Amazonas. Segundo Isabella Pedersoli, advogada especialista em violência contra a mulher, “a gente tem visto um esforço do Congresso, do Senado e do governo federal para construir medidas que sejam eficazes no combate à violência contra a mulher.”


Porém, ela ressaltou que mulheres de diferentes regiões recebem apoio de formas desiguais. Mulheres do interior e das zonas rurais teriam menos recursos legais para combater seus agressores do que moradoras de capitais e regiões metropolitanas. Por exemplo, existe uma lei que determina que as delegacias de mulheres devem funcionar 24 horas por dia em todo o território nacional, mas isso, “infelizmente, ainda não acontece”.

Isabella explicou que ainda existe uma dificuldade na integração e coleta de dados de casos de violência, e a falta de informação retardaria o processo legislativo. “Não se constroem políticas públicas sem dados”, declarou. Setores como o da saúde, de segurança pública e assistência social precisam se comunicar, porque “não adianta a gente ter legislações no papel se a gente não tiver estrutura para poder receber essas denúncias e julgar esses processos de maneira isenta e rápida.”

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