CCJ do Senado aprova ampliação de prazo para denúncia de violência doméstica
Texto aprovado nesta quarta-feira (13) estende o limite, que hoje é de apenas seis meses
Brasília|Luiza Marinho*, do R7, em Brasília
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (13), um projeto de lei que amplia de seis meses para um ano o prazo para que vítimas de violência doméstica possam registrar queixa ou representar criminalmente contra o agressor. O projeto segue para análise do plenário.
A proposta, de autoria da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), foi aprovada pela Câmara dos Deputados no fim de 2023. O texto altera o Código Penal, a Lei Maria da Penha e o Código de Processo Penal.
Atualmente, a legislação determina que a vítima perca o direito de apresentar queixa após seis meses, contados a partir da identificação do autor do crime ou do fim do prazo para uma denúncia.
Veja Também

Rio Grande do Sul
Família de vítima de feminicídio em Bento Gonçalves cobra justiça um ano após o crime

JR na TV
96% das pessoas têm medo da violência e convivem com a sensação de medo, segundo estudo do FBSP

Brasília
‘Se a gente não trabalhar juntos, a gente não consegue vencer’, diz Lula sobre o crime organizado
O texto teve parecer favorável da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO). O relatório foi lido pelo senador Izalci Lucas (PL-DF), que também apresentou pedido de urgência para que o projeto seja analisado pelo plenário do Senado.
Ao defender a aprovação da proposta, a relatora destacou que vítimas de violência doméstica frequentemente mantêm convivência com o agressor, possuem vínculos afetivos e, em muitos casos, dependência financeira, o que pode dificultar a decisão de denunciar.
“A vítima necessita de um prazo maior de reflexão para exercer o direito de queixa ou representação, a fim de vencer o medo, a vergonha, o trauma e até mesmo o eventual sentimento que ainda nutre pelo agressor, e reunir as condições para denunciar as agressões sofridas”, disse Seabra.
*Estagiária do R7, sob supervisão de Augusto Fernandes, editor-chefe.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp














